Foto: Isaac Amorim/MJSP

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, em um movimento audacioso, lançou uma série de medidas para combater as organizações criminosas que atuam em território brasileiro. O anúncio, feito na segunda-feira (2), introduziu o Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas (Enfoc), uma expansão do já estabelecido Programa de Ação na Segurança (PAS).

Investimento e Integração

O ministro Flávio Dino revelou que o governo federal investirá R$ 900 milhões até 2026 para financiar as iniciativas do programa. O Enfoc, estruturado em cinco eixos, tem como foco:

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  • Integração entre órgãos: Promover a cooperação entre entidades federais e estaduais de segurança pública.
  • Vigilância reforçada: Aumentar a supervisão em portos, aeroportos, fronteiras e divisas.
  • Eficiência no sistema de Justiça Criminal: Aprimorar os processos e ações judiciais relacionados ao crime organizado.
  • Cooperação ampliada: Estreitar os laços entre estados e governo federal no combate ao crime.

Dino enfatizou a singularidade do Enfoc, destacando a colaboração entre as polícias estaduais e federal. Além disso, algumas ações já em curso foram integradas ao programa, incluindo operações conjuntas e capacitação de servidores públicos.

Desmantelando o Poder Criminoso

Uma estratégia-chave é a descapitalização das organizações criminosas. “Isso é fundamental porque diminui o poder financeiro e bélico das organizações”, explicou Dino. Ele também revelou que, desde o início do ano, a Polícia Federal apreendeu ou bloqueou cerca de R$ 2,2 bilhões em ativos de grupos criminosos, um valor impressionante se comparado aos R$ 330 milhões do ano anterior.

Ações Emergenciais e Foco na Amazônia

Além do Enfoc, outras medidas foram anunciadas. Um repasse de R$ 20 milhões será feito ao governo da Bahia para fortalecer a segurança pública. Além disso, efetivos da Força Nacional de Segurança Pública serão enviados ao Rio de Janeiro.

O ministro também destacou o Programa Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), que combate atividades ilícitas nos nove estados da Amazônia Legal. Com um orçamento previsto de R$ 2 bilhões, o programa visa enfrentar desafios como tráfico de pessoas, prostituição infantil e atividades ilegais como garimpo e pesca.

Com info da Agencia Brasil

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).