Tomaz / Agencia Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) inaugurou uma nova era para a economia azul brasileira com o lançamento da iniciativa BNDES Azul. Esta ambiciosa estratégia, que foi anunciada recentemente, destaca-se por suas quatro frentes de atuação multifacetadas e seu compromisso com a sustentabilidade marítima e costeira, além de representar um passo significativo para o fortalecimento da indústria naval e o aprofundamento de pesquisas marinhas no país.

Quatro Frentes de Atuação

A primeira frente, o Planejamento Espacial Marinho (PEM) da costa brasileira, é um esforço pioneiro para mapear e planejar de maneira sustentável o uso dos recursos marinhos. O foco inicial está na Região Sul, com um investimento de R$ 7 milhões não reembolsáveis e um prazo de estudo de 36 meses, ressaltando a importância estratégica desta região, que abriga instituições de pesquisa renomadas e portos cruciais para a economia do país.

Nos siga no Instagram, Telegram ou no Whatsapp e fique atualizado com as últimas notícias de nossas forças armadas e indústria da defesa.

Além disso, a iniciativa contempla incentivos significativos para a inovação e descarbonização da frota naval brasileira, um passo fundamental em direção à sustentabilidade e competitividade no cenário global. Esses incentivos são complementados por ações robustas de estímulo à infraestrutura portuária e apoio a projetos de recursos hídricos via Fundo Clima, reforçando o compromisso do BNDES com um desenvolvimento holístico e integrado da economia azul.

Investimento Robusto

Com uma carteira de aproximadamente R$ 22 bilhões destinada à economia azul, o BNDES está posicionado como um protagonista no cenário de desenvolvimento sustentável. A distribuição dos recursos reflete a diversidade e a amplitude do compromisso do banco com setores estratégicos, desde projetos de docagem e embarcações de apoio até iniciativas voltadas para o turismo marinho e costeiro e a preservação de manguezais.

Descarbonização e Competitividade

Um dos aspectos mais notáveis da BNDES Azul é a ênfase na descarbonização da frota naval, um movimento alinhado com as diretrizes da Organização Marítima Internacional e o compromisso global com a redução de emissões. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou a importância de reativar os estaleiros nacionais e investir em tecnologias que permitam a transição para combustíveis sustentáveis e renováveis, como a amônia verde e o hidrogênio verde.

Apoio Estratégico ao Setor Portuário

No horizonte do BNDES Azul, destaca-se também um novo ciclo de investimentos no setor portuário, com linhas de financiamento atraentes e prazos favoráveis, sublinhando o papel do banco como um catalisador de desenvolvimento econômico e infraestrutural. A colaboração com o mercado privado, por meio de operações de mercado de capitais, ilustra a abordagem inovadora e integrada do BNDES para alavancar o potencial do setor.

Ciência e Inovação em Alto Mar

A iniciativa BNDES Azul também se alinha com as diretrizes das pastas do Meio Ambiente e Mudança do Clima e da Ciência, Tecnologia e Inovação. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, enfatizou a importância de políticas públicas baseadas em evidências científicas e no conhecimento profundo dos oceanos e da biodiversidade marinha. Por outro lado, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou o compromisso com o avanço da pesquisa oceânica, refletido no programa Ciência no Mar e no apoio ao Instituto Nacional de Pesquisa Oceânica.

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).