AirConnected

Na tarde de ontem (25), marcamos presença em um dos mais importantes eventos do setor aéreo do Brasil, o “AirConnected – A interligação do ecossistema para manter o mundo conectado”, que trouxe como proposta envolver a cadeia do transporte aéreo para debater a colaboração de seus diferentes atores. Com uma grade de assuntos dividida em dois dias, o objetivo foi encontrar alternativas sustentáveis para adaptação frente ao cenário desafiador pelo qual passamos neste momento, considerando a necessidade de flexibilidade e adaptabilidade de todos os envolvidos.

A Akaer foi representada por seu Vice-Presidente de Operações, Fernando Coelho Ferraz, no painel ‘MRO (Maintenance, Rapair and Overhaul/Manutenção, Reparo e Revisão) – Adaptação e inovação no cenário Covid-19’, que fez parte da Agenda Estratégica do Parque Tecnológico de São José dos Campos, um dos parceiros do evento, e contou também com a participação de André Gonçalves da Cruz, Fleet and Supply Chain Management – Director da Gol Linhas Aéreas, Ricardo Malato, Diretor Presidente da EFIX e Regers Vidor, Quality, EHS & training Manager da APS (Aircraft Propellers Serviços).

O encontro, que teve mediação de Fulvio Delicato, CEO da Aerospace Brazil Certifications, apresentou os desafios que as empresas participantes têm enfrentado na área de MRO, como estão fazendo para transpor os obstáculos neste período de pandemia e quais são as perspectivas para o futuro neste segmento que deve movimentar quase US$ 1 trilhão em todo o mundo nos próximos 10 anos.

Em seu momento de fala, o executivo da Akaer explicou como a companhia ingressou nesta área e como tem sentido sua evolução ao longo dos tempos, principalmente a rapidez com que tudo tem acontecido e mudado em função da Covid-19.

Ferraz relembrou que no passado, a área de MRO, ao que se refere a transporte aéreo, estava muito relacionada a airframe e motores, mas hoje em dia há questões que envolvem, por exemplo, reconfiguração de interiores, indo muito além de substituição de assentos e trazendo necessidades de sistemas adicionais ou modernização dos já existentes, internet a bordo, entre outros. “Existe uma tendência de digitalização e incorporação de novas tecnologias de MRO, como IoT (Internet das Coisas) e big data, e isso vai gerar um novo mercado para operadoras e empresas do setor, possibilitando a geração de novos negócios. Acredito que a questão da Covid-19 vai ampliar e acelerar esses processos por conta da necessidade criada diante desse cenário de pandemia”.

Para o VP da Akaer, um dos maiores desafios das empresas de MRO é se manterem atualizadas, adquirir conhecimento a partir de novas empresas e buscar parceiros para serviços que ainda não possuam internamente. “Questões como processos digitais e lógica de manutenção baseada em dados vão gerar uma grande pressão no mercado, assim como a obsolescência de sistemas gerará pressão e modificação na forma de atuação dos negócios. O segmento de manutenção passará a ter mais inteligência embarcada, não apenas pessoas com muita experiência”.

Clique aqui para conferir o painel na íntegra.

Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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