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Por Lane Barreto

Após quase duas semanas de troca de experiências, militares de Operações Especiais e da Companhia de Precursores Paraquedista do Exército encerraram, nesta sexta-feira (29), o Exercício Conjunto de Salto Livre Operacional (EXCON SLOP).

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O treinamento ocorreu entre 17 e 29 de outubro, com o intuito de integrar os efetivos deste segmento para o emprego de forma conjunta. Além disso, propiciou o aperfeiçoamento de Técnicas, Táticas e Procedimentos (TTP), contribuindo para aprimorar a interoperabilidade entre as Forças Armadas.

 A Base Aérea de Campo Grande serviu como ponto de partida para as decolagens das aeronaves KC-390 Millennium e C-130 Hércules. Para a atividade denominada infiltração, os Operadores Especiais embarcaram com mochilas de grande capacidade (mais de trinta quilos), fuzil e equipamento de navegação. Os saltos foram realizados a medias e grandes altitudes, no período diurno e noturno.

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O Comandante de Destacamento de Forças Especiais do Exército, Capitão *T.R.S.G, iniciou a prática do paraquedismo em curso oferecido pela Força Terrestre. O militar relatou que, durante o ano todo, eles se capacitam para prática de saltos. “Especificamente, aqui, culmina a finalização do treinamento conjunto com as demais tropas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica”, enfatizou.

Componente da Força Aérea Brasileira, o 1º Sargento * E.A.L exerce a função de Chefe da Equipe de Terra. Durante os adestramentos, visando a segurança no local planejado para a chegada dos paraquedistas e imediações, são eles que apoiam os operadores, quando saem da aeronave vindo para o pouso. “Coordenamos os meios, as viaturas, além de recolhermos os paraquedas para o nosso retorno à base”, explicou o militar.

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Os operadores especiais mais experientes, exercem, ainda, a função de Mestre de Salto Livre, sendo responsáveis por inspecionar os equipamentos e a aeronave antes do embarque e por coordenar, durante os voos, os lançamentos dos paraquedistas.

No período noturno, os militares empregaram equipamento de visão noturna como recurso complementar. “Treinamos, sempre, para uma situação real. Se for uma missão sigilosa, que não podemos ser vistos no momento da infiltração, os óculos de visão noturna são extremamente necessários”, ressaltou o 1º Sargento da Marinha *R.G.B.

Ao término das atividades,  o Coordenador do EXCON SLOP, Tenente-Coronel da Força Aérea Brasileira *A.M.F destacou que na Análise Pós-Ação (APA) foi verificado o aprimoramento das TTP,  a interoperabilidade entre os Operadores Especiais e possibilidades de melhorias, cujos pontos abordados foram unânimes entre os participantes exercício conjunto.

O treinamento teve a participação de militares do Grupamento de Mergulhadores de Combate (GRUMEC) e do Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais (Batalhão Tonelero), ambos da Marinha do Brasil; do 1º Batalhão de Forças Especiais (1° BFE), do 1º Batalhão de Ações de Comandos (1º BAC) e da Companhia de Precursores Paraquedista (Cia Prec Pqdt), estes do Exército Brasileiro; e do 1º Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1°/1° GT), do 1º Grupo de Transporte de Tropa (1° GTT) e do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS/PARA-SAR), estes da Força Aérea Brasileira.

*Devido ao sigilo em torno do treinamento, os nomes dos operadores especiais não são divulgados.

Fotos: Igor Soares