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Militares do Exército embarcando na aeronave UH-15 “Super Cougar”, da Marinha do Brasil

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Guarda-Marinha (RM2-T) Thaís Cerqueira Francisco

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As Tropas de Operações Especiais das três Forças Armadas estão reunidas até o dia oito de abril, na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia (RJ), para o Adestramento Conjunto Específico de Salto Livre Operacional (SLOp). Promovido pelo Ministério da Defesa e sob a coordenação do Comando Naval de Operações Especiais (CoNavOpEsp), o exercício é caracterizado pela interoperabilidade e atuação conjunta da Marinha, Exército e Força Aérea.

Ao todo, 173 militares participam do treinamento, que tem por finalidade aprimorar o emprego conjunto, aperfeiçoar táticas, padronizar procedimentos, fazer o intercâmbio de novas técnicas e promover a integração entre os operadores das Forças. Durante duas semanas, serão mesclados conteúdo teórico e prático, incluindo saltos noturnos e infiltração por helicóptero a partir do Navio Doca Multipropósito “Bahia”, já como parte da Operação Poseidon 2022.

Outro exercício executado inclui o Salto Livre Operacional à grande altitude, que requer uma preparação especial e depende de diversos fatores, como afirma o Capitão de Corveta André Tominaga Mussatto, do Comando Naval de Operações Especiais. “Por ser realizado a cerca de 32 mil pés (cerca de 9.700 metros) onde o ar é rarefeito, esse tipo de salto requer um nível de treinamento avançado e a utilização de equipamento de oxigênio para respiração. Os militares precisam estar com o teste de câmara hipobárica atualizado – que resumidamente é um equipamento que simula a falta de oxigênio (hipóxia) em grandes altitudes, podendo assim, simular esses efeitos no organismo dos saltadores durante o treinamento em solo”, completa.

Esse tipo de prática também requer grande preparação física dos militares para poderem suportar a quantidade de peso. Durante o exercício eles chegam a carregar em média 35 quilos, com todos os equipamentos necessários para o cumprimento de uma missão, tais como mochila, armamento, capacete, colete balístico, console de navegação, cilindro e máscara de oxigênio, além do paraquedas operacional que pesa em torno de 25 quilos.

Compõem a missão efetivos da Marinha (Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais, Grupamento de Mergulhadores de Combate e 2° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral), do Exército (1° Batalhão de Forças Especiais, Batalhão de Ação de Comandos e Companhia de Precursores Paraquedistas) e da Força Aérea (Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento e 1° Grupo de Transporte de Tropa), além de organizações militares de apoio das três Forças Singulares.

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Militar recolhe paraquedas após salto em grande altitude