Muitos conflitos armados ocorrem nas metrópoles. Para capacitar 60 militares das Forças Armadas no enfrentamento a essas situações, entre 7 e 18 de julho, o Ministério da Defesa promove o Adestramento Conjunto em Operações Urbanas. O treinamento militar é feito no Centro de Instrução de Operações Urbanas (CIOU), no 28° Batalhão de Infantaria Leve (28° BIL), em Campinas, São Paulo.

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Na oportunidade, 20 militares de cada Força Singular aperfeiçoam conhecimentos em técnicas, táticas e procedimentos de conflitos em cidades, com os obstáculos e desafios desses espaços. O Comandante do 28° BIL, Tenente-Coronel Eduardo Ruy, reforçou que a preparação integrada entre a Marinha, o Exército e a Aeronáutica é importante para o pronto-emprego em qualquer necessidade. “O principal objetivo é nivelar conhecimentos entre as Forças para um futuro emprego. Nenhuma Força ganha uma guerra sozinha”, ressaltou.

Conforme explicou o instrutor-chefe da capacitação, Capitão Diego Róz, do Exército, o ambiente urbano apresenta características que necessitam preparo minucioso. “Uma das nossas grandes preocupações é não atingir a população, porque nesses locais há civis não envolvidos com o combate. Além disso, precisamos nos deslocar com cautela para evitar emboscadas dos inimigos”, enfatizou.

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A capacitação é voltada para o emprego de tropas em guerra e em operações de segurança pública, como Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Alguns dos militares já participaram de situações reais, como o Capitão Thiago Luiz Maia dos Santos, da Aeronáutica. Ele atuou na GLO durante a Copa do Mundo de 2014, em Brasília, e na intervenção federal no Rio de Janeiro, em 2018. “As experiências que temos complementam as instruções. Trouxemos vários casos da realidade que foram debatidos e aplicados em exercícios práticos”, salientou.

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O Tenente Fuzileiro Naval João Victor Maia Guzowski, da Marinha, relatou que os aprendizados são importantes para seu aperfeiçoamento como comandante de pelotão. “Foi muito válido, principalmente, pela interação entre as Forças, vendo como cada uma trabalha”, disse o militar.

As instruções abrangem diversos temas, como patrulhamento, combate em recinto confinado, técnicas de tiro, primeiros socorros em operações militares, defesa pessoal militar. Todo o aprendizado foi baseado no Direito Internacional dos Conflitos Armados, além de doutrinas do Exército e de experiências vividas pelos militares em missões anteriores.

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Para esse Adestramento Conjunto, foram empregados carros blindados do Exército, como os Guaranis, que integram os Projetos Estratégicos de Defesa da Força Terrestre, e os Urutus. São carros de combate essenciais para conflitos armados. Além desses, foram utilizados armamentos e estruturas do 28º BIL e, também, de particulares, em parceria com o Exército. Esses espaços simulavam ambientes urbanos, com pista de combate subterrânea, confinamentos, residências e comércios.

Fotos: Antonio Oliveira

Marcelo Barros, com informações do Ministério da Defesa
Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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