‘Soberania nacional é objetivo permanente’, diz general Ubiratan Poty

Militar é diretor do programa Calha Norte e explica, em entrevista ao Correio, a importância de se ter infraestrutura nas pequenas comunidades para a segurança nacional na faixa de fronteira

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Para o general Ubiratan Poty, a presença da população brasileira nas fronteiras do país, tanto pela integridade territorial quanto pela soberania do país, é de “suma importância”. O militar é diretor do programa Calha Norte, criado no dia 19 de dezembro de 1985 e voltado para a soberania nacional e para o desenvolvimento do país.

“Na vertente soberania, olhamos as nossas organizações militares e os problemas decorrentes de ações ilícitas na faixa de fronteira, principalmente narcotráfico e crimes ambientais. Já na vertente desenvolvimento, priorizarmos a população regional”, explicou o general, ao participar, nesta quarta-feira (6/1), de entrevista ao CB.Poder — uma parceria do Correio Braziliense e da TV Brasília.

Ao todo 10 estados brasileiros fazem parte do programa, totalizando 442 municípios — 240 recebem projetos anualmente.

“O Calha Norte consegue ir nas pequenas comunidades, nas vilas, são municípios de dois a três mil habitantes, vilas com 20 famílias, às vezes 200 pessoas. E nesses locais fazemos escolas, quadras de esportes, trazemos água encanada. Os projetos são custeados por meio dos recursos das emendas parlamentares, e o Calha Norte os realiza e fiscaliza essas instalações”, explica.

Poty pontua que o programa tem, ainda, a capacidade de vetar propostas de projeto base. “Depois que o parlamentar destina alguma emenda para a região, nós celebramos acordo com a prefeitura e ela contrata profissionais para realizarem um projeto base, mas o Calha Norte tem o poder de vetar algo que estiver fora dos padrões, pois a obra não pode comprometer o funcionamento ou a segurança das pessoas que vão utilizar”.

Empregos

Além do benefício de infraestrutura para os locais, Poty indica outro benefício: a geração de empregos. “Essas obras ajudam os moradores das regiões, pois geram emprego e contribuem para fortalecer a cadeia produtiva. Se construímos um mercado ou uma feira, por exemplo, estamos inserindo um local adequado para a população expor seus produtos, seja artesanato ou alimentos”, finaliza.

Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

Fonte: Correio Braziliense

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