A estrutura foi montada pela Engenharia do Exército Brasileiro sob o Arroio Grande, na Colônia Palma, ligando os municípios de Canguçu e São Lourenço do Sul, no Rio Grande do Sul. Durante 16 dias, cerca de 50 militares participaram da Operação, intitulada “Canguçu”. Mais de 100 mil quilos de material de emprego militar foram usados na ponte, que é a de maior tamanho possível para a configuração que foi montada. A estrutura tem peso de 110 toneladas, quase 58 metros e é de fabricação inglesa. A montagem exigiu equipamentos pesados como guincho e trator de esteira, por exemplo.

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“Antes que pudéssemos desdobrar os meios no terreno para lançar a ponte, foi necessária uma série de testes para verificação real e atual de emprego da ponte Bailey, já que é um material importado e com várias décadas de uso”, disse o 1º Tenente Ornellas,  do 3º Batalhão de Engenharia de Combate.

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A antiga estrutura, feita de concreto por uma empresa privada, foi levada pela correnteza depois que fortes chuvas atingiram a região. Pontes de madeira chegaram a ser construídas, mas também não resistiram. De acordo com o Chefe da Seção de Operações do 4º Grupamento de Engenharia, do Comando Militar do Sul, Major Freire, a sociedade civil se organizou e buscou o Exército na tentativa da resolução do problema. “De imediato, o CMS se envolveu na missão, fazendo o reconhecimento, planejamento e construção da ponte no terreno”, afirmou.

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A Ponte Bailey ficou pronta para uso no final de novembro, melhorando a vida dos moradores da localidade. Para os 115 estudantes da Escola Estadual de Ensino Médio Professor José Veridiano Ferreira, a rotina se tornou menos exaustiva.

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“O percurso pra chegar na escola era de duas, duas horas e meia de transporte e, isso os alunos tinham que enfrentar todos os dias. Agora, com a nova ponte, o tempo reduz para 40 minutos. Então, a ponte é fundamental”, enfatizou o Agente Educacional, Everton Ferreira.

A agropecuária é uma atividade importante na região, com produções de trigo, soja, milho e fumo, além da produção leiteira e de carne. O lançamento da ponte, facilitou o trânsito no trecho e possibilitou a volta do fluxo econômico das localidades. Comerciante da região, Ilério Lilge contou que metade dos clientes moram do outro lado do arroio, e que, com a nova ponte, as vendas do seu comércio triplicaram. “É só agradecer ao Exército pelo trabalho que foi feito. De repente, tudo voltou ao normal e está funcionando às mil maravilhas”, disse.

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Militares do 3º Batalhão de Engenharia de Combate (3º BE Cmb), de Cachoeira do Sul, permanecem até fevereiro auxiliando no fluxo de trânsito do local, quando a estrutura semipermanente deve ser desmontada. A expectativa é que uma nova ponte de concreto seja construída por uma empresa privada.

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Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).