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A OTAN avisou que passará a tratar ataques cibernéticos da mesma forma que uma agressão armada contra qualquer um de seus aliados e que irá considerar uma resposta militar contra estados-nação que patrocinarem grupos hackers para perpetrarem os ataques.

Em um comunicado emitido pelos representantes dos governos presentes na reunião do Conselho do Atlântico Norte em Bruxelas, na segunda-feira, 14, a aliança militar revelou que endossou uma política abrangente de defesa cibernética, na qual será tomada uma decisão para invocar o artigo 5º do tratado da OTAN, “caso a caso”, após um ataque cibernético. O artigo 5º do tratado, assinado em 1949, estabelece que um ataque armado a qualquer aliado será considerado um ataque a todos os membros da OTAN, que teoricamente tomarão as medidas necessárias para defender esse aliado.

O anúncio foi feito em meio a ameaças cibernéticas crescentes a países da aliança, que a Otan disse serem “complexas, destrutivas, coercitivas e cada vez mais frequentes”. O conselho destacou os recentes ataques de ransomware e outros tipos de crimes cibernéticos “direcionados à nossas infraestruturas críticas e instituições democráticas, que podem ter efeitos sistêmicos e causar danos significativos”.

O grupo citou como exemplos desses tipos de incidentes o ataque de ransomware a Colonial Pipeline no mês passado, que paralisou o maior oleoduto de combustível da costa leste dos EUA, e o ataque à cadeia de suprimentos da SolarWinds no final de 2020, ambos supostamente conduzidos por hackers russos apoiados por governos.

A OTAN sinalizou que considera o ciberespaço um domínio militar legítimo, e a nova política esclarece essa postura. “Reafirmando o mandato defensivo da OTAN, a aliança está determinada a empregar toda a gama de capacidades em todos os momentos para dissuadir, defender e combater ativamente todo o espectro de ameaças cibernéticas, incluindo aquelas conduzidas como parte de campanhas híbridas, de acordo com lei”, disse em nota o conselho.

O comunicado também alertou sobre o crescente desafio de segurança que a China representa para a aliança por meio de suas “ambições declaradas e comportamento assertivo”, que inclui ameaças cibernéticas e campanhas de desinformação.

Com agências de notícias internacionais.

Fonte: Ciso Adivisor

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