Equipes do Comando do 5º Distrito Naval já atuam no RS desde o dia 3 de maio – Imagem: Marinha do Brasil

Desde o início da tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul, as Forças Armadas Brasileiras têm sido uma presença constante através da Operação Taquari 2, executando uma série de ações que vão desde o resgate de vítimas até a gestão de hospitais de campanha e apoio espiritual, com a presença de capelães. Esses esforços refletem o compromisso e a capacidade das Forças Armadas em responder a emergências nacionais, proporcionando não apenas assistência física, mas também suporte moral e psicológico à população afetada.

ENFRENTANDO CRÍTICAS E DESAFIOS

Apesar da ação rápida e abrangente, as Forças Armadas enfrentam críticas por suposta ausência ou demora na resposta. Tais críticas, muitas vezes infundadas, refletem não apenas um desconhecimento das operações em andamento, mas também as complexidades intrínsecas à mobilização de recursos em vastas áreas afetadas por desastres naturais. No entanto, em alguns casos, a crítica aponta para problemas reais relacionados a desafios logísticos e administrativos exacerbados por questões políticas e cortes contínuos no orçamento militar.

IMPACTO DOS CORTES ORÇAMENTÁRIOS

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Os cortes orçamentários têm efeitos duradouros nas capacidades operacionais das Forças Armadas. Por exemplo, a Marinha, responsável pela proteção da Amazônia Azul, enfrenta desafios significativos devido à previsão de baixa de diversos navios, o que pode comprometer sua eficácia em operações de patrulha e resposta a desastres. Este cenário sublinha a necessidade crítica de investimentos sustentados para manter e aprimorar a prontidão e as capacidades das Forças Armadas.

CHAMADO À AÇÃO: MOBILIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL

Uma solução potencial para esses desafios envolve a mobilização da sociedade civil. É fundamental que os cidadãos brasileiros reconheçam a importância de Forças Armadas bem equipadas e pressionem deputados e senadores para que priorizem e apoiem o fortalecimento militar. Tal apoio não apenas melhora a segurança nacional, mas também garante que, em momentos de crise, as Forças Armadas possam responder de maneira mais eficaz e eficiente.

MÃO AMIGA

A Operação Taquari 2 ilustra vividamente tanto a dedicação quanto as limitações das Forças Armadas Brasileiras em tempos de crise. Ao enfrentar tanto desastres naturais quanto desafios operacionais, as lições aprendidas devem inspirar uma reflexão sobre o papel da defesa nacional não apenas em termos de segurança, mas como uma força vital para o suporte humanitário. Com o apoio apropriado, as Forças Armadas podem continuar a ser um pilar de força e resiliência para o Brasil.

Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).