Em meio a um cenário global em constante transformação, a cooperação entre nações amigas torna-se cada vez mais essencial. E foi com este espírito de parceria que a Marinha do Brasil e a Armada da República Argentina se reuniram na 36ª edição da Operação Fraterno. Realizada entre 8 e 31 de agosto, essa iniciativa emblemática visa estreitar os laços e fortalecer a interoperabilidade entre as duas forças navais gigantes da América do Sul.

Treinamentos em Alto Mar e Troca de Experiências

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A Operação Fraterno não foi apenas um encontro simbólico, mas uma demonstração real da capacidade e destreza de ambas as marinhas. Durante este período, militares brasileiros e argentinos estiveram envolvidos em uma série de exercícios operativos em alto mar. Estes exercícios incluíram navegação em condições de baixa visibilidade, trânsito sob potenciais ameaças aéreas e marítimas, operações táticas com submarinos e diversas outras manobras que simulam situações reais de combate e defesa.

Estas ações têm um propósito claro: aperfeiçoar habilidades, trocar conhecimento e garantir que ambas as forças possam operar em conjunto com eficácia, sempre que necessário. Além de fortalecer as capacidades individuais de cada marinha, estes exercícios demonstram um compromisso conjunto de promoção da segurança marítima e estabilidade no continente sul-americano.

Aproximando as Marinhas da População

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A cooperação entre as marinhas não se restringiu apenas ao mar aberto. Foram realizadas visitas a portos estratégicos em território brasileiro e argentino, como o Porto de Rio Grande (RS), Mar del Plata (Argentina) e Itajaí (SC). Nestas ocasiões, as Fragatas brasileiras estavam abertas para visitações, permitindo que aproximadamente 2.600 visitantes tivessem uma experiência única, conhecendo de perto os navios de guerra e a vida a bordo. Esta abertura demonstra o compromisso da Marinha do Brasil em se aproximar da população, educando e compartilhando suas responsabilidades e tecnologias.

Comandada pelo Contra-Almirante Nelson de Oliveira Leite, a Operação Fraterno envolveu a participação direta de 570 militares brasileiros, reforçando nosso compromisso em manter a América do Sul como uma região de paz, cooperação e desenvolvimento mútuo.

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).