Na última quinta-feira, uma operação conjunta significativa foi realizada na Terra Indígena Yanomami (TIY), envolvendo as Forças Armadas Brasileiras e a Polícia Federal (PF). Denominada Nake III, a missão faz parte da Operação Catrimani II, coordenada pelo Ministério da Defesa, e teve como objetivo combater atividades ilegais de mineração que ameaçam tanto o meio ambiente quanto as comunidades indígenas locais.

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Destruição de Infraestrutura Ilegal

A operação resultou na destruição de um acampamento recentemente instalado, conhecido como Garimpo Parima. Além disso, foram destruídos dois motores e uma motosserra, equipamentos essenciais para a realização da mineração ilegal na região. Uma pista de pouso irregular, também identificada na área, foi encontrada e está sob investigação, destacando a extensão das operações ilegais dentro da TIY.

Desafios e Logística da Operação

Os militares e agentes da PF foram transportados por um helicóptero HM-1 Pantera do Exército Brasileiro, enfrentando condições adversas, incluindo chuva intensa que complicou a navegação na densa mata amazônica. A operação exigiu cerca de 4 horas de voo, demonstrando a complexidade e o desafio logístico de tais missões em ambientes remotos e hostis.

Coordenação e Apoio Logístico

O Chefe do Estado-Maior Conjunto da Operação Catrimani II, Brigadeiro do Ar Steven Meier, enfatizou a importância da cooperação entre as diferentes forças e agências para a eficácia do combate ao garimpo ilegal. Paralelamente, a Força Aérea Brasileira realizou o transporte de combustível, água, suprimentos e outros materiais para Surucucu, reforçando o 4º Pelotão Especial de Fronteira do Exército, que serve como base de apoio para as operações contínuas na área.

Impacto e Importância

A Operação Catrimani II é um esforço conjunto que ressalta o compromisso do Brasil em proteger suas riquezas naturais e comunidades indígenas. Através de ações firmes como a Nake III, o governo busca não apenas reprimir atividades ilegais, mas também reafirmar a soberania nacional sobre territórios vulneráveis à exploração desenfreada.

Marcelo Barros, com informações do Ministério da Defesa
Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).