No vasto território do Pará, um perigo silencioso ameaça as populações ribeirinhas: o escalpelamento. Entretanto, a Marinha do Brasil está determinada a combater esse risco. A primeira fase da Ação Cívico-Social foi finalizada em Breves, no dia 27 de agosto, com a instalação de coberturas protetoras em 17 embarcações. Além disso, 30 toucas de proteção foram doadas para mulheres e crianças, fortalecendo a defesa contra este grave acidente.

O Navio-Auxiliar “Pará” é o grande aliado nessa missão, navegando pelas águas amazônicas e fazendo a diferença. Após Breves, a equipe seguiu para Curralinho e Oeiras do Pará, reafirmando seu compromisso de cuidar dos ribeirinhos.

Saúde e Educação à Frente

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A preocupação da Marinha vai além da proteção contra o escalpelamento. Durante essa primeira etapa, 752 atendimentos médicos e odontológicos foram realizados, junto a 326 procedimentos odontológicos, 1.110 atendimentos de enfermagem e 169 exames laboratoriais. Os militares também distribuíram 12.081 medicamentos e ofereceram palestras educativas sobre segurança na navegação para mais de 260 pessoas.

Arlene Prata, moradora da comunidade no Rio Jaburu, em Breves, é uma viva representação da importância dessas ações. Tendo sofrido um acidente de escalpelamento aos 10 anos, Arlene destaca: “A prevenção pode salvar vidas. Se soubesse o risco, teria feito diferente. Hoje, sempre falo com as pessoas sobre a importância desse item de segurança.”

Conscientização e Proteção

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Mulheres e crianças recebem toucas de proteção de cabelos doadas pela Sociedade Amigos da Marinha do Pará

O Comandante do Navio-Auxiliar “Pará”, Capitão de Corveta Filipe Santos de Campos, enfatiza a necessidade de conscientização. Ele destaca que a população ribeirinha, muitas vezes, utiliza embarcações fabricadas artesanalmente e sem os devidos cuidados de segurança. A campanha visa não só orientar sobre os perigos, mas também oferecer soluções práticas, como a instalação de dispositivos de proteção e a distribuição de toucas.

Navio-Auxiliar “Pará”: O Guardião da Amazônia

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Navio-Auxiliar “Pará” recebe população para atendimentos na Amazônia

O Navio-Auxiliar “Pará” é mais do que uma embarcação; é um símbolo de cuidado e responsabilidade. Integrando o Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Norte, o navio presta uma homenagem ao estado do Pará. Antes de se juntar à Marinha, a embarcação passou por várias adaptações, como a instalação de consultórios médicos e odontológicos e a revisão de equipamentos, garantindo que estivesse apto a servir e proteger os ribeirinhos.

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).