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No dia 7 de maio, representantes da Marinha do Brasil e da Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (ABAC) reuniram-se no Rio de Janeiro para discutir o futuro do transporte marítimo frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela dependência do modal rodoviário no Brasil. O encontro contou também com a presença de executivos dos setores de logística e transporte marítimo, destacando-se como um marco importante para o setor aquaviário nacional.

Crescimento e Desafios

Em 2023, o setor aquaviário brasileiro movimentou impressionantes 1,3 bilhão de toneladas, marcando um aumento de 6,9% em relação ao ano anterior. Esse crescimento foi liderado principalmente pelo escoamento de granéis sólidos vegetais. No entanto, a performance do setor poderia ser ainda melhor se não fosse o prolongado período de estiagem na região hidrográfica amazônica, que destacou a vulnerabilidade do setor às variações climáticas.

Objetivos da Reunião

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Encontro entre Autoridade Marítima e iniciativa privada debateu estratégias de desenvolvimento da navegação no Brasil – Imagem: Marinha do Brasil

As discussões no encontro visaram identificar estratégias que contribuam para o desenvolvimento e sustentabilidade do transporte marítimo, com ênfase na Marinha Mercante e na cabotagem. “A Marinha Mercante e a cabotagem são essenciais para o desenvolvimento econômico do Brasil e o estímulo ao comércio interno”, afirmou o Almirante de Esquadra Sílvio Luís dos Santos, Diretor-Geral de Navegação da Marinha.

Compromisso com a Sustentabilidade

Os participantes reafirmaram o compromisso de continuar investindo em inovação, formação profissional e infraestrutura adequada. O objetivo é assegurar que a “economia azul” do Brasil possa enfrentar os desafios atuais e futuros, promovendo um setor marítimo mais resiliente e adaptado às necessidades ambientais e econômicas.

Futuro

Ao final do encontro, foi enfatizada a importância da colaboração entre a iniciativa privada e a Autoridade Marítima para fortalecer os setores de navegação nacional. “As discussões ressaltaram a importância de continuar investindo em inovação, formação profissional e infraestrutura, para garantir que a nossa economia azul enfrente os desafios atuais e futuros, gerando benefícios para toda a sociedade”, concluiu o Almirante Sílvio.

Marcelo Barros, com informações da Agência Marinha
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).