A Marinha do Brasil, através da Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico (DGDNTM), celebrou um marco significativo na defesa naval brasileira com a entrega do Submarino “Humaitá” (S41) ao Setor Operativo da Força. Realizada na Base de Submarinos da Ilha da Madeira, a incorporação deste submarino convencional, o segundo dos quatro previstos no PROSUB, fortalece o poder naval do país na salvaguarda de suas águas jurisdicionais e interesses marítimos.

Parceria Estratégica e Cooperação Tecnológica

O “Humaitá” é o resultado de uma parceria estratégica com a França, representando um feito significativo em transferência de tecnologia e cooperação internacional. Este submarino, construído com a participação de engenheiros e técnicos brasileiros, destaca a capacidade do país em absorver e aplicar tecnologias avançadas no setor de defesa.

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Testes Rigorosos e Prontidão Operacional

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O Submarino Humaitá (S41) foi o segundo construído no Brasil

Antes de sua incorporação, o “Humaitá” passou por um rigoroso calendário de Testes de Aceitação no porto e no mar, garantindo sua prontidão para operações na Esquadra Brasileira. Sua entrega representa um passo importante na modernização e na capacitação da Força de Submarinos da Marinha do Brasil.

Impacto na Defesa Naval e Política Externa

O Submarino “Humaitá” incrementa significativamente o poder de combate da Marinha, sendo um elemento crucial na estratégia de “negar o uso do mar” a forças hostis. Além de seu papel em operações de combate, o submarino também apoiará missões de patrulha nas Águas Jurisdicionais Brasileiras e contribuirá para a política externa e a segurança nacional.

Reconhecimento e Implicações Futuras

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Ministro da Defesa durante discurso na Mostra de Armamento do Submarino Humaitá – Imagem: 3°SG-ET  Coronha / Marinha do Brasil

O Ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, e o Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, reconheceram a importância do PROSUB e do “Humaitá” para a projeção do Brasil no cenário internacional e para a defesa nacional. A construção dos outros submarinos convencionais e o desenvolvimento do Submarino Convencionalmente Armado com Propulsão Nuclear (SCPN) são etapas subsequentes que fortalecerão ainda mais a capacidade de defesa do Brasil.

Um Avanço Estratégico para a Marinha do Brasil

A incorporação do Submarino “Humaitá” ao Setor Operativo da Marinha do Brasil representa um avanço significativo na capacidade naval do país. Este evento não apenas destaca o compromisso do Brasil com a defesa e a segurança nacionais, mas também reafirma sua posição como uma nação com capacidades navais avançadas e um ator influente no cenário global de defesa.

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).