A Marinha do Brasil realizou levantamentos hidrográficos inéditos na região dos Estreitos de Breves e nas Bacias de Melgaço, Portel e das Bocas, no Arquipélago do Marajó, áreas de intenso tráfego aquaviário no Pará, entre novembro de 2022 e abril de 2023. Os levantamentos registraram profundidades de canais de acesso, áreas de manobra, fundeio e berços de atracação em um perímetro de cerca de 500 km². Os dados coletados servirão como base para a confecção de cartas náuticas inéditas para a área, que atualmente conta apenas com um croqui de navegação.

As cartas náuticas do Marajó, 4341 e 4342, estão previstas no III Plano Cartográfico Náutico Brasileiro, publicado pela Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha. A Marinha do Brasil tem investido recursos humanos, materiais e financeiros na atividade, buscando aumentar a segurança da navegação na região.

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O Aviso Hidroceanográfico Fluvial “Rio Tocantins” tem comprimento de 25 metros e boca (largura) de 6,5 metros. É equipado com ecobatímetro monofeixe de dupla frequência e estação meteorológica. Sua tripulação é composta por 18 militares.

Os levantamentos foram realizados por meios subordinados ao Centro de Hidrografia e Navegação do Norte, incluindo o Aviso Hidroceanográfico Fluvial “Rio Tocantins”, o Aviso Balizador “Denébola” e a Lancha Hidrográfica de Águas Interiores “Rígel”, em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte.

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O Aviso Balisador “Denébola” é empregado na sinalização náutica. Seu comprimento é de 19,76 metros e sua boca mede 6,04 metros. Comporta até sete tripulantes e tem autonomia para navegar durante uma semana, sem a necessidade de paradas para reabastecimento.

O Arquipélago do Marajó é o maior arquipélago fluvio-marítimo do mundo, com cerca de três mil ilhas e ilhotas, e abrange 16 municípios. Embarcações comerciais de maior porte e barcos menores serão beneficiadas pelas novas cartas náuticas, que proporcionarão maior segurança na navegação e beneficiarão diretamente a população ribeirinha.

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).