Em uma operação histórica, o navio AvHoFlu Rio Negro, da Marinha do Brasil, navegou pela primeira vez na Terra Indígena Yanomami (TIY). Essa missão, realizada no contexto da Operação CATRIMANI II, marcou um passo significativo na colaboração entre as Forças Armadas e as comunidades indígenas, trazendo avanços na cartografia náutica e possibilitando futuras ações de assistência hospitalar na região.

Impactos e Futuras Ações

A operação trouxe resultados importantes para o planejamento de futuras Operações de Assistência Hospitalar na Terra Indígena Yanomami. A sondagem realizada pelo AvHoFlu Rio Negro forneceu dados valiosos sobre as condições de navegação e a hidrografia do Rio Catrimani, que é um dos principais acessos ao interior da TIY. Essas informações são cruciais para garantir a segurança e a eficácia das operações médicas que poderão ser realizadas na região, beneficiando diretamente as comunidades indígenas.

Além disso, a presença do navio da Marinha do Brasil na TIY faz parte de um esforço maior para combater o garimpo ilegal e os crimes ambientais que ameaçam a segurança e a saúde das populações indígenas. A Operação CATRIMANI II, coordenada pelo Comando Operacional Conjunto e pela Casa de Governo de Roraima, tem como objetivo principal atuar de maneira preventiva e repressiva contra esses ilícitos, conforme estabelecido pela Portaria GM-MD N° 1511, de 26 de março de 2024.

O papel do Centro de Hidrografia e Navegação do Noroeste (CHN-9) e do Comando do 9º Distrito Naval (Com9ºDN) foi fundamental para o sucesso da missão. O CHN-9, responsável pela atualização da cartografia náutica e manutenção dos auxílios à navegação, garantiu que a navegação no Rio Catrimani fosse realizada com precisão e segurança. O Com9ºDN, que abrange os estados do Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima, forneceu o suporte logístico necessário para a operação.

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A interação com as comunidades indígenas ao longo do Rio Catrimani foi um ponto alto da operação. Crianças e adultos acenaram para o navio, mostrando um acolhimento caloroso à presença da Marinha. Esse contato direto é essencial para o sucesso das futuras ações de assistência e para o fortalecimento dos laços entre as Forças Armadas e as populações locais. A passagem do AvHoFlu Rio Negro pela TIY demonstra o compromisso do Governo Federal em proteger e promover o bem-estar das comunidades indígenas através da ciência, tecnologia e operações integradas.

Marcelo Barros, com informações e imagens da Agência Marinha
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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