A Marinha do Brasil, por meio da Portaria nº 107/MB/MD, assinada em 29 de maio de 2024 pelo Comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, anunciou a criação do Esquadrão de Guerra Cibernética (EsqdGCiber). Essa nova organização militar visa reforçar as capacidades de defesa cibernética da Marinha e do país, em consonância com os desafios contemporâneos de segurança digital.

Estrutura e Apoio Logístico

O EsqdGCiber será parte da Estrutura Regimental do Comando da Marinha, com sede na cidade de Itaguaí, no estado do Rio de Janeiro. Contará com semiautonomia administrativa e será apoiado pela Base de Submarinos da Ilha da Madeira, que fornecerá os recursos necessários, incluindo pessoal, finanças, alimentação e alojamento.

Subordinação e Comando

Subordinado ao Comando Naval de Operações Especiais, o Esquadrão terá como objetivo principal conduzir as ações de guerra cibernética na Marinha do Brasil. Estará sob o comando de um Capitão de Mar e Guerra, que poderá ser do Corpo da Armada ou do Corpo de Fuzileiros Navais, destacando a importância estratégica dessa nova unidade.

Fase de Implantação

Durante a fase de implantação, será criado o Núcleo de Implantação do Esquadrão de Guerra Cibernética (NI-EsqdGCiber). Este núcleo terá a responsabilidade de estruturar gradualmente a organização física, organizacional e orçamentária do Esquadrão. Sob uma Organização Administrativa provisória aprovada pelo Comandante Naval de Operações Especiais, o NI-EsqdGCiber será extinto automaticamente durante a Cerimônia de Mostra de Ativação do EsqdGCiber.

Ações Complementares e Vigência

O Comandante de Operações Navais emitirá os atos complementares necessários para a plena execução desta portaria, que entrou em vigor no dia 29 de maio de 2024.

Fortalecimento da Defesa Cibernética

A criação do Esquadrão de Guerra Cibernética é uma resposta direta às crescentes ameaças no domínio digital. Essa iniciativa posiciona a Marinha do Brasil na vanguarda da segurança cibernética, alinhando-se às melhores práticas internacionais e fortalecendo a capacidade de proteção dos ativos estratégicos nacionais.

Marcelo Barros, com informações e imagens da Marinha do Brasil
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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