No dia 25 de setembro, um evento significativo tomou forma: o início do Jogo de Guerra AZUVER. Este exercício reuniu oficiais alunos das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), da Força Aérea e da Escola de Guerra Naval (EGN). Com mais de 400 participantes, entre alunos e instrutores, o objetivo principal é exercitar o planejamento conjunto e aprimorar a interoperabilidade entre as forças armadas.

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O Processo e a Importância do AZUVER

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O Comandante Fernando Vilela, gerente do jogo, destaca a relevância do AZUVER. Ele serve como uma plataforma para que os oficiais das três escolas pratiquem o processo de planejamento conjunto. Isso significa reunir todos os oficiais em um estado maior conjunto, permitindo que planejem operações que serão simuladas. Esse exercício é crucial para preparar os alunos para funções de estado maior nas três forças.

O jogo é dividido em três fases. A primeira é o planejamento no nível operacional, onde são montados estados maiores conjuntos. Após esse planejamento, um estado maior conjunto de cada escola é selecionado para representar o comando de operações. Os alunos são então redistribuídos para planejar no nível tático. Finalmente, na terceira fase, um sistema simulador de guerra naval é usado para simular o que foi planejado. Durante a execução, são simuladas notícias que podem impactar o planejamento, exigindo revisões e novas decisões.

A Contribuição e a Interação entre as Forças

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O Comandante Rodolfo ressalta a contribuição do jogo AZUVER. Ele vê o exercício como uma oportunidade única para os oficiais da Escola de Guerra Naval da Marinha do Brasil praticarem a operação conjunta com as outras forças. Isso permite que conheçam as peculiaridades de cada força e trabalhem em conjunto sob a direção do Ministério da Defesa. A interoperabilidade promovida pelo exercício é crucial para melhorar a operacionalidade das três forças.

O AZUVER contribui significativamente para o crescimento doutrinário das forças e para entender as especificidades de cada uma. A Força Aérea, por exemplo, consegue entender melhor como a Marinha e o Exército operam. O Ministério da Defesa tem sido fundamental para consolidar o material estudado, como o MD30, um manual que tem norteado os estudos.

Impacto Direto na População Brasileira

O resultado de todo esse esforço e treinamento não se limita apenas ao âmbito militar. As operações resultantes têm beneficiado diretamente a população brasileira. Um exemplo recente é o apoio na operação Ianomami, voltada para a população indígena da Amazônia. Além disso, durante a epidemia de COVID-19, as forças trabalharam conjuntamente para apoiar os brasileiros, demonstrando a importância da união e colaboração entre as forças armadas em momentos críticos para a nação.

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).