O presidente Joe Biden planeja nomear os ex-funcionários do governo Obama Jen Easterly, Robert Silvers e Eric Goldstein para os três principais cargos de segurança cibernética, informou o site Politico, na sexta-feira, 22. Fontes ligadas ao novo governo disseram que Biden provavelmente nomeará Easterly para o cargo recém-criado de diretor cibernético nacional da Casa Branca para ajudar a orientar a estratégia de cibersegurança do governo e supervisionar os esforços de segurança digital das agências.

Easterly é chefe de resiliência do Morgan Stanley e anteriormente atuou como vice-diretora de contraterrorismo na Agência de Segurança Nacional (NSA), entre 2011 e 2013. Ela atuou no Conselho de Segurança Nacional como assistente especial do presidente e diretora sênior de contraterrorismo durante o governo Obama.

Robert Silvers, ex-secretário assistente do Departamento de Segurança Interna, provavelmente será escalado para chefiar a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) do DHS, que é responsável pela proteção à infraestrutura crítica dos EUA e as redes federais de computadores. Atualmente, ele é sócio do Paul Hastings, escritório de advocacia internacional com 22 escritórios espalhados pelo mundo.

Finalmente, Biden deve nomear Eric Goldstein, também um veterano do DHS, para liderar a divisão de segurança cibernética da CISA, um dos principais departamentos da agência. As nomeações para a CISA são particularmente críticas em um momento em que a agência está lutando para lidar com as consequências do hack sem precedentes da SolarWinds, divulgado em dezembro, que afetou várias agências governamentais federais e estaduais, bem como empresas privadas.

As agências de inteligência dos EUA atribuíram o hack a cibercriminosos ligados ao governo russo, que negou envolvimento.

O Conselho de Segurança Nacional de Biden, que orienta a estratégia de segurança do governo, inclui cinco funcionários experientes em segurança cibernética. O grupo é liderado pela autoridade sênior da Agência de Segurança Nacional Anne Neuberger, como conselheira adjunta de segurança nacional para tecnologias emergentes e cibernéticas, novo cargo criado por Biden. Neuberger liderou anteriormente o braço de defesa cibernética da agência de espionagem.

Os outros integrantes do grupo são: Michael Sulmeyer, diretor sênior do conselho para segurança cibernética; Elizabeth Sherwood-Randall, conselheira de segurança interna; Russ Travers, conselheiro adjunto de segurança interna; e Caitlin Durkovich, diretora sênior do conselho para resiliência e resposta.

Todos os quatro já ocuparam postos de segurança nacional sênior lidando com segurança cibernética.

Fonte: Ciso Advisor

Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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