A Ilha da Trindade, situada a aproximadamente 1.200 quilômetros de Vitória (ES), é um território de riqueza natural inigualável e estratégico para a defesa do Brasil. Protegida e habitada por militares da Marinha do Brasil (MB), é lar para espécies únicas de fauna e flora, além de estar próxima a bacias petrolíferas e à área de maior desenvolvimento socioeconômico do país. Com a criação do Posto Oceanográfico da Ilha da Trindade (POIT) em 1957, a presença militar assegura a soberania do Brasil na área, permitindo a pesquisa, a preservação e a exploração sustentável dos recursos da região.

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O investimento em pesquisa

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Local onde os pesquisadores possam desenvolver seus estudos na Ilha da Trindade – 1SG (FN) Helton

Em 2007, foi criado o PROTRINDADE (Programa de Pesquisas Científicas na Ilha da Trindade), com a finalidade de fomentar o desenvolvimento de pesquisas científicas na região. O programa tem como objetivo a obtenção, a sistematização e a divulgação de conhecimentos científicos sobre a área, buscando contribuir para os objetivos da Política Nacional para os Recursos do Mar (PNRM), da Política Nacional de Defesa e da Política Nacional de Meio Ambiente.

Parcerias e Projetos

Novo mastro na Ilha Martin Vaz demonstrando a presença brasileira nessa região – 1SG (FN) Helton

Vários projetos de pesquisa estão em andamento na Ilha da Trindade, destacando-se o Projeto Ecológico de Longa Duração nas Ilhas Oceânicas (PELD ILOC), que monitora a biodiversidade marinha desde 2013, e o RETER-Trindade, cujo objetivo é recuperar o ecossistema terrestre da ilha e preservar espécies ameaçadas de extinção. A cooperação entre a Marinha e a comunidade científica é fundamental para a execução dessas iniciativas, e os militares desempenham um papel crucial como observadores e protetores da ilha.

Trindade, um ninhal único

Bióloga Mariana explana sobre seu projeto juntos às aves na Praia do Lixo – 1SG (FN) Helton

A Ilha da Trindade não só oferece uma diversidade única de fauna marinha, mas também é o maior ninhal de tartarugas verdes do Brasil. O monitoramento contínuo dessas tartarugas, realizado pelo Projeto Tartarugas Marinhas (TAMAR) e pelo Instituto Chico Mendes de Preservação da Biodiversidade, com o apoio da Marinha do Brasil, fornece informações preciosas sobre a população desses animais. Além disso, a ilha abriga uma estação meteorológica que auxilia na previsão do tempo para o Brasil e o Atlântico Sul.

Marcelo Barros, com informações da Marinha do Brasil
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).