No dia 18 de março, o Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC) foi palco de uma cerimônia emblemática que marcou a conclusão do Curso de Aperfeiçoamento de Guerra Anfíbia e Expedicionária (C-Ap-GAnfE/2024). Este curso, essencial no itinerário formativo dos Oficiais do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), destaca-se não apenas pela sua rigorosa carga horária de 518 horas ao longo de dez semanas, mas também pelo seu enfoque prático, preparando os futuros líderes para desafios complexos e multidisciplinares nas esferas de operações ofensivas, defensivas, anfíbias e ribeirinhas.

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Um Programa de Formação Exemplar

O C-Ap-GAnfE se distingue por sua abordagem holística, integrando treinamento físico especializado com uma ampla gama de disciplinas operativas. Essa estrutura curricular visa não somente atualizar e ampliar os conhecimentos doutrinários dos Segundos-Tenentes (FN/QC-FN/AFN) mas também equipá-los com as competências necessárias para assumirem com destreza as funções de Comandante de Pelotão de Infantaria de Fuzileiros Navais (PelInfFuzNav). A ênfase no caráter expedicionário do curso reflete a importância estratégica das operações fora do território nacional, sublinhando a capacidade de projeção de força do Brasil em contextos internacionais.

Diversidade e Excelência na Formação Militar

A edição deste ano do C-Ap-GAnfE foi notável não apenas pela sua rigorosa programação e objetivos ambiciosos mas também pela inclusão e diversidade entre seus participantes. Com 51 Oficiais-Alunos graduados, incluindo uma Oficial do sexo feminino, o curso demonstra o comprometimento da Marinha do Brasil com a igualdade de oportunidades e a valorização da diversidade dentro de suas fileiras. Este fato não é apenas um marco significativo na promoção da igualdade de gênero dentro das Forças Armadas, mas também uma prova da evolução contínua das políticas de inclusão e do reconhecimento do potencial de todos os membros, independentemente do gênero.

Impacto e Futuro

Os graduados do C-Ap-GAnfE estão agora prontos para serem distribuídos pelas organizações militares do Comando da Força de Fuzileiros da Esquadra, onde aplicarão os conhecimentos adquiridos em prol da defesa e segurança nacional. Esta formação não apenas amplia as capacidades individuais dos oficiais mas também fortalece o Corpo de Fuzileiros Navais como um todo, assegurando que o Brasil continue a possuir uma força anfíbia e expedicionária altamente qualificada, capaz de responder com eficácia a qualquer desafio que possa surgir.