Em uma jornada que destaca a versatilidade e a importância estratégica das Forças Armadas Brasileiras na garantia da logística e do suporte à saúde nas regiões mais remotas do país, o Aviso Balizador (AvB) “Denébola”, pertencente ao Centro de Hidrografia e Navegação do Norte (CHN-4), completou com sucesso sua travessia pela eclusa da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, situada no sudeste do Pará. Esta missão, realizada no dia 20 de março, não apenas sublinha o papel crucial da Marinha no apoio logístico e humanitário mas também reforça a relevância dos rios brasileiros como vias estratégicas para o desenvolvimento econômico, especialmente para o agronegócio no Arco Norte.

DE BELÉM A ARAGUATINS: UMA JORNADA DE APOIO E SOLIDARIEDADE

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A missão teve início no dia 15 de março, quando o “Denébola” partiu de Belém (PA), chegando a Araguatins (TO) no dia 26, onde realizou o apoio ao translado da Unidade Básica de Saúde Fluvial “Mestre Quintino”. Esta unidade de saúde, uma doação da Prefeitura de Araguatins à Marinha do Brasil, será transportada para Belém para receber os devidos reparos, destacando o compromisso da Marinha com o bem-estar das comunidades ribeirinhas e a manutenção da saúde pública nas áreas mais inacessíveis do território nacional.

A IMPORTÂNCIA DO RIO TOCANTINS NO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO

Além de seu papel no apoio à saúde, a travessia do “Denébola” pela eclusa de Tucuruí chama atenção para a importância do rio Tocantins como uma das principais vias de escoamento para o crescimento do agronegócio no Norte do Brasil. A região, conhecida como “Arco Norte”, vem se consolidando como um corredor logístico essencial para a exportação de produtos, graças à capacidade de transbordo de barcaças para grandes navios em Belém. Este cenário reforça a necessidade de manutenção de produtos cartográficos atualizados para garantir a segurança e a eficiência da navegação fluvial, uma responsabilidade também assumida pela Marinha através de suas unidades especializadas.

ECLUSAS DE TUCURUÍ: UM MARCO NA NAVEGAÇÃO FLUVIAL

O sistema de eclusas da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, inaugurado em 2010, é fundamental para o tráfego na região, permitindo a transposição de um desnível de 72 metros no rio Tocantins. A existência dessas eclusas viabiliza as manobras e cruzamentos de comboios e embarcações, garantindo assim o fluxo contínuo de mercadorias e reforçando o papel do Brasil como um player significativo no comércio internacional, especialmente no setor do agronegócio.

Marcelo Barros, com informações da Marinha do Brasil
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).