Os desafios para o desenvolvimento e as oportunidades da Economia Azul ganharam ampla discussão nos dias 17 e 18 de novembro. Como celebração pelo Dia da Amazônia Azul, comemorado em 16 de novembro, o Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) promoveram o Seminário internacional “Economia Azul: Desenvolvimento, Desafios e Oportunidades”.

Afinal, o que é a Economia Azul e qual a sua importância para o País? A visão da Marinha do Brasil (MB) sobre a relevância da Economia Azul para o desenvolvimento do País e os desafios e oportunidades do setor foram destacados na abertura do evento pelo Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos. “Vivemos um momento onde as atenções do mundo vêm se voltando para o mar. A participação anual da atividade econômica ligada aos oceanos no âmbito global deve chegar à casa dos US$ 3 trilhões até 2030. A crescente preocupação dos mercados internacionais com as questões de sustentabilidade faz florescer uma Economia Azul que promete trazer muitas oportunidades para países como o nosso”, destacou.

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A Amazônia Azul – onde se desenvolvem as atividades da Economia Azul -, é um espaço de aproximadamente 5,7 milhões de km². De acordo com dados da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM), estima-se que o mar gere R$ 2 trilhões por ano ao Brasil, o que representa 19% do PIB. O cálculo considera a produção de petróleo e gás, a defesa, os 235 portos brasileiros, o transporte marítimo, a indústria naval, a extração de minérios, além do petróleo, do turismo, da pesca, das festas populares ligadas ao mar e da culinária marinha.

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Seminário Internacional “Economia Azul: Desenvolvimento, Desafios e Oportunidades”

O evento foi realizado no formato online e transmitido, ao vivo, por meio do canal da FIRJAN no YouTube. Foram debatidos temas como Economia Azul – participação no Desenvolvimento Nacional; Planejamento Espacial Marinho – Alternativas de Desenvolvimento Sustentável; Capacitação Profissional, Realidades e Desafios; Ordenamento Jurídico, Desafios Regulatórios e Impactos na Capacidade Logística do Brasil; Desafios e Perspectivas Internacionais; Oportunidades e Capacidades Logísticas do Brasil; e Desafios Nacionais e Estaduais e Novos Negócios.

Participaram importantes nomes da Comunidade Marítima do País e do exterior; integrantes dos níveis Federal, Estadual e Municipal do Poder Executivo, Legislativo e Judiciário; integrantes de Agências Reguladoras; federações de indústria, comércio e agronegócio; empresas; e comunidade acadêmica.

O Capitão de Mar e Guerra André Beirão, do Observatório de Políticas Marítimas da Escola de Guerra Naval (EGN), foi o mediador do painel “Planejamento Espacial Marinho: Alternativas de Desenvolvimento Sustentável”, no primeiro dia do evento, quinta-feira (17). “Diante de um espaço em que os debates tinham como objetivo falar de todas as implicações do quanto, como, onde e o que se pode fazer no mar, vimos vários exemplos de ações que já estão sendo feitas.  Vimos também a importância do planejamento. Essa mentalidade marítima está subjacente no brasileiro. Infelizmente, ainda é uma realidade de poucos. Quando a gente pensa em viajar na virada de ano, pensamos em ir à praia. Portanto, a importância do patrimônio marítimo nacional precisa ser difundida”, explicou.

O professor Thauan Santos, do Grupo Economia do Mar da EGN, durante a mesa de encerramento do seminário, na sexta-feira (18), também ressaltou a importância de manter o discurso sobre a Economia Azul vivo e permanente. “É essencial que a gente comece o mês de dezembro e 2023 à luz dessas discussões. A Economia Azul no Brasil tem ganhado uma relevância muito grande com o Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro, porque ele, efetivamente, movimentou atores silenciados na região e conseguiu estimular um diálogo coletivo, participativo e crescente. Nós precisamos entender que falar sobre economia do mar no Brasil exige uma perspectiva complexa. Mas o Brasil tem feito esforços muito importantes, estamos nos movimentando e correndo para desenvolver uma agenda que na agenda global já acontece há muitos anos”, afirmou.

Após dois dias de debates, com a participação de nomes relevantes do país e do exterior, o seminário alcançou seu objetivo principal: promover uma ampla discussão sobre o desenvolvimento e oportunidades da Economia Azul, tema de grande importância para a sociedade brasileira.

Marcelo Barros, com informações da Marinha do Brasil
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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