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O Diretor-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, Almirante de Esquadra Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, participou da cerimônia virtual de abertura do “Nuclear Summit 2022″, o qual está sendo realizado entre os dias 25 e 28 de abril.
A abertura do evento também contou com a participação do Diretor-Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Dr. Rafael Mariano Grossi; e do Embaixador Carlos Duarte, Representante Permanente do Brasil junto à AIEA, entre outros representantes do Setor Nuclear.
O evento, organizado pela Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), em parceria com a “World Nuclear Association (WNA)”, tem o propósito de debater as tendências do setor nuclear brasileiro, à luz dos acontecimentos mundiais, entre elas a ampliação da geração termonuclear e a pesquisa, desenvolvimento e construção de reatores nucleares de pequeno porte.
Durante suas palavras iniciais, o Almirante de Esquadra Petronio ressaltou a importância da Marinha junto ao setor nuclear nacional, pois desde 1988 passou a dominar a tecnologia do enriquecimento de urânio, bem como finalizou a construção do primeiro reator nas dependências do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), circunscrevendo assim um marco na história da tecnologia nuclear do País. Ele afirmou também que o reator de potência de pequeno porte projetado e em construção no Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (LABGENE) tem o potencial de ser adaptado para emprego dual, em benefício da sociedade brasileira, provendo, por exemplo, energia e água via dessalinização, para regiões com baixo nível de armazenamento ou baixa qualidade de recursos hídricos.
O “Nuclear Summit 2022″ oferece uma plataforma de debates de ideias e projetos para o futuro do setor nuclear, contando com a participação de mais de 30 palestrantes, reunindo os principais nomes, brasileiros e estrangeiros, da indústria e da academia. A Marinha do Brasil é representada no encontro por meio do Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), da Agência Naval de Segurança Nuclear e Qualidade (AgNSNQ), além da Empresa Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A (AMAZUL).

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