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Linguística Forense

Separamos parra você hoje três casos se tornaram icônicos na Linguística Forense, atestando as potencialidades dela dentro da criminalística:

Derek Bentley:
Em um dos casos que hoje é considerado como um dos primeiros exemplos do uso da Linguística Forense está a anulação póstuma da condenação de Derek Bentley, na Inglaterra. Condenado à morte por enforcamento, em 1953, após ter sido acusado de assassinar um policial durante uma tentativa de assalto, teve sua condenação anulada postumamente em 1993. Em meio a várias outras evidências reanalisadas, o linguista forense britânico Malcolm Coulthard provaria que o depoimento do acusado fora forjado por policiais, mostrando que a forma a qual Derek Bentley usava o advérbio “então” não correspondia ao encontrado nos depoimentos registrados no processo, mas, que este uso era o mesmo empregado por um dos policiais do caso em questão.


Subcomandante Marcos /Rafael Guillén:
Entre os casos mais famosos estão o que levou à identificação, em 1995, da verdadeira identidade do Subcomandante Marcos, líder do Movimento Zapatista de Libertação Nacional, o mexicano Rafael Guillén. Seu idioleto muito característico, com marcas gramaticais, vocabulares e estilísticas muito próprias permitiram o perfilamento linguístico daquele líder político que inclusive o faria ser identificado como um pacifista, sendo este considerado um dos mais antigos casos de sucesso no uso da Linguística Forense para o perfilamento criminal nas Américas.


Theodore Kaczynski (Unabomber):
O terceiro caso de uso bem-sucedido da Linguística Forense, mais popular e exaustivamente abordado pelo cinema e pela mídia, trata-se da identificação do assassino em série Ted Kaczynski, conhecido como Unabomber. Ex-professor de matemática, ele assassinou 3 pessoas e feriu outras 23, realizando ataques com bombas como parte de sua campanha de terrorismo doméstico que visava atacar o desenvolvimento de novas tecnologias. Após uma das mais caras e longas investigações realizadas pelo FBI, o investigador criminal, perfilador e linguista forense James Fitzgerald, em 1996, encontrou evidências linguísticas no manifesto escrito por Kaczynski, que permitiram um melhor perfilamento do criminoso, o que conduziu à sua captura e condenação à prisão perpétua em 1998.

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