Um centro de jogos de guerra é um ambiente que simula situações de conflito com o uso de tecnologias de ponta e jogos eletrônicos. Ele pode ser utilizado para testar e treinar estratégias militares em um ambiente virtual, o que permite que os comandantes e as equipes militares experimentem diferentes opções de ação em um ambiente seguro e controlado.

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“Os mais eficientes e eficazes em realizar Jogos de Guerra conseguem enfrentar melhor os problemas e os possíveis adversários, seja no ambiente militar, político ou privado. Essa conclusão é do Capitão de Mar e Guerra Alexandre Tito dos Santos Xavier, da Marinha do Brasil (MB), autor de “Desvendando os Jogos de Guerra”.

O centro de jogos de guerra pode simular diferentes tipos de conflitos, como operações terrestres, aéreas, navais, cibersegurança, entre outras. As simulações permitem que os militares treinem em diferentes cenários e experimentem táticas e técnicas de combate, testando a efetividade delas em situações virtuais.

A importância do centro de jogos de guerra é aprimorar a tomada de decisão estratégica, tática e operacional em um ambiente simulado, que imita a realidade, e pode fornecer aos militares uma melhor compreensão de como seus planos e estratégias podem ser implementados no campo de batalha real. O centro de jogos de guerra também pode ajudar na avaliação de riscos, na elaboração de planos de contingência e na identificação de pontos fortes e fracos da estratégia.

Além disso, a utilização do centro de jogos de guerra pode ajudar a reduzir o risco de perda de vidas e de recursos financeiros que seriam necessários em um treinamento em campo de batalha real. Os militares podem praticar diferentes cenários e experimentar diferentes opções de ação em um ambiente virtual, o que pode contribuir para uma maior eficácia e segurança durante operações reais.

O uso dos Jogos de Guerra no Brasil

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A Marinha do Brasil foi a pioneira no uso dos Jogos de Guerra para testar e treinar seus militares. Inaugurado em 2004, o CJG tem 16 salas de jogo independentes, configuradas para 12 jogadores cada; um auditório com 180 lugares com divisória acústica, que possibilita a condução de “briefing” para dois grupos oponentes, simultaneamente; uma sala de “briefing” com 20 lugares, que permite a visualização da situação tática sob a ótica dos partidos oponentes; e uma sala para o Grupo de Controle.

Atualmente, a EGN executa JG didáticos anuais, como “AZUVER”, “CARIMBÓ”, “MANOBRA DE CRISE E FAMIGAS”, para seu oficialato e também para alguns oficiais do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira, e de Marinhas estrangeiras amigas. Além desses, promove os JG internacionais chamados “MULTILATERAL”, “TRI-LATERAL” e “INTERAMERICANO”. Também realiza o JG analítico interagência denominado “Programa Integrado de Proteção de Fronteiras”, entre outros.

O Centro de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro também possui um centro de simulação para jogos de guerra cibernéticos, em que as equipes militares podem treinar e testar diferentes cenários de ataques e defesa cibernética.

Além disso, o Exército Brasileiro também utiliza jogos de guerra para o treinamento de operações terrestres, aéreas e navais. O objetivo é preparar os militares para ações de combate em diferentes cenários, incluindo ambientes urbanos e de selva.

As Forças Armadas brasileiras também têm promovido a criação de jogos de guerra em parceria com empresas e universidades. Um exemplo é o jogo “Invasão” criado pelo Exército Brasileiro em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), em que os jogadores devem defender a Amazônia de invasores estrangeiros.

O uso de jogos de guerra pelo Brasil é importante para o aprimoramento do treinamento militar, permitindo que as equipes militares experimentem diferentes táticas e estratégias em um ambiente virtual controlado. Os jogos de guerra também podem ajudar na identificação de pontos fortes e fracos das estratégias, na avaliação de riscos e na elaboração de planos de contingência.

Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).