Entre os dias 22 e 30 de abril, o Comando da Força de Minagem e Varredura (ComForMinVar) promoveu uma série de exercícios operativos cruciais, destacando-se no calendário de treinamentos da Marinha do Brasil. Estes exercícios de Contramedidas de Minagem foram conduzidos com o objetivo de preparar os meios envolvidos e qualificar as tripulações dos Navios-Varredores “Aratu”, “Atalaia” e “Araçatuba”.

Diversidade de Manobras e Técnicas

Os exercícios incluíram varredura mecânica dupla e varredura acústica utilizando o martelo GBT-3, além de varredura acústica explosiva com a granada AXMK-3. Também foram realizados lançamento e recolhimento de boias de demarcação de canal varrido e guiagem em canal varrido, técnicas essenciais para garantir a segurança das vias marítimas e prevenir riscos associados a minas marítimas.

Treinamento Complementar

Além das atividades específicas de Guerra de Minas, os navios também participaram de uma série de adestramentos que são comuns a outras classes de navios da Marinha do Brasil. Essas atividades incluíram o recolhimento de homem ao mar, navegação em águas restritas e em condições de baixa visibilidade, além de oposição a ameaças assimétricas. Os exercícios de controle de avarias e avarias operacionais foram especialmente relevantes, preparando as tripulações para responder de maneira eficiente e segura em situações de emergência.

Impacto e Importância dos Exercícios

Estes treinamentos são vitais para o aprestamento e a prontidão operacional dos navios da Marinha, permitindo que as tripulações enfrentem e neutralizem ameaças de minagem com eficácia. A capacidade de conduzir operações complexas de varredura e contramedidas de minagem é fundamental para a manutenção da segurança marítima, protegendo as rotas comerciais e estratégicas brasileiras contra ameaças potenciais.

O sucesso desses exercícios reflete o alto nível de preparo e comprometimento da Marinha do Brasil com a defesa e a segurança nacional, demonstrando a capacidade contínua de adaptação e aperfeiçoamento das suas forças operativas.

Marcelo Barros, com informações da Marinha do Brasil
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).