Em um movimento estratégico para reforçar a segurança e a eficiência no gerenciamento das áreas costeiras, a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro fez uma visita significativa ao Centro de Operações Rio (COR), marcando um passo importante para a interoperabilidade e colaboração entre as instituições. Esta visita, realizada no dia 11 de março, não só simboliza o desejo mútuo de alinhar interesses comuns, mas também pavimenta o caminho para um inovador Acordo de Cooperação Técnica (ACT) focado no aprimoramento do gerenciamento costeiro do Rio de Janeiro.

O Papel Central do COR na Integração de Esforços

Desde sua inauguração em 2010, o COR tem desempenhado um papel crucial na monitoração da cidade, integrando ações entre diversos órgãos para reduzir incidentes e melhorar a resposta a crises. Utilizando tecnologia de ponta em sistemas de câmeras e sensores, o COR oferece uma visão ampla e detalhada da dinâmica urbana, o que representa uma base sólida para o avanço da proposta de cooperação com a Capitania dos Portos. Esta parceria busca levar o gerenciamento costeiro a um novo patamar, com foco especial no controle e fiscalização do tráfego de embarcações, bem como no uso seguro das áreas aquáticas pelo público.

O Futuro da Segurança Aquaviária à Vista

A concretização do ACT entre a CPRJ e o COR é um passo à frente na consolidação de práticas inovadoras para a segurança do tráfego aquaviário em águas sob jurisdição nacional. A legislação vigente, especialmente o artigo 4º da Lei nº 9.537 de 1997, já estabelece a CPRJ como uma autoridade marítima com responsabilidades claras sobre esta questão. Com essa nova cooperação, espera-se não apenas cumprir estas atribuições com maior eficácia, mas também explorar novas possibilidades para a proteção e o aproveitamento sustentável do litoral carioca.

Perspectivas e Potenciais do Acordo

A união de esforços entre a Capitania dos Portos e a Prefeitura do Rio de Janeiro através do COR promete abrir novos horizontes para o gerenciamento costeiro. Esta iniciativa não apenas reforça o compromisso com a segurança marítima, mas também destaca a importância da tecnologia e da inovação na gestão pública. A medida que este acordo avança, espera-se que sirva de modelo para outras regiões costeiras do Brasil, demonstrando como a colaboração interinstitucional pode resultar em melhorias tangíveis para a sociedade.

Marcelo Barros, com informações da Marinha do Brasil
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).