O Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB) conduziu um Workshop sobre a Proteção de Civis, onde teve como objetivo fornecer orientação de forma integrada e abrangente para os militares, policiais e civis das missões de paz da ONU sobre das diretrizes  da ONU por meio da Comprehensive Protection of Civilians (CPoC). Com isso, buscou-se desenvolver a mentalidade de integração entre diversos componentes, respeitando diferentes mandatos que regem as atividades de cada instituição, com vistas a alcançar a maior eficiência na Proteção de Civis.

Desde que o conselho de segurança incluiu, pela primeira vez, a proteção de civis (PoC) em um mandato explícito em 1999, a manutenção de paz evoluiu significamente, crescendo em tamanho e complexibilidade. Durante esse período, a PoC ganhou proeminência e hoje está prevista no mandato de 10 (dez) das 14 (quatorze) Operações da Paz em andamento.

O Departamento de Operações de Manutenção da Paz (DPKO) e o Departamento de Apoio de Campo (DFS) da ONU desenvolveram um conjunto de pacotes de treinamento para preparar os mantenedores da paz para a sua implantação em missões no terreno. Entre esses pacotes estão Materiais de Treinamento Especializados separados sobre PoC, Proteção à Criança e Violência Sexual Relacionada com Conflito.

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A experiência mostrou que essas tarefas de proteção , apesar de sua natureza distinta, geram uma sobreposição significativa. Isto é particularmente verdadeiro no nível tático, onde a avaliação de ameaças de proteção, bem como o planejamento e resposta a uma complexa crise ameaçe a segurança de civis, provavelmente envolverá simultaneamente elementos dos domínios PoC, Proteção à Criança e Violência Sexual Relacionada a Conflito. A fim de refletir sobre estas realidades, o Workshop tentará contribuir para esclarecer a complexidade das tarefas de proteção de civis e fornecer orientações sobre como previnir, deter e responder a ameaças inter-relacionadas.

 

Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).