As Capitanias, Delegacias e Agências (CDA), entidades militares essenciais para a promoção da segurança da navegação, mantêm uma rotina intensa ao longo de todo o ano, que vai muito além da já conhecida Operação “Verão”. Essas organizações, que atuam como agentes da Autoridade Marítima nas suas respectivas áreas de jurisdição, são cruciais não apenas para o controle do tráfego de embarcações e banhistas, mas também para o sucesso de megaeventos, como o recente show da cantora Madonna, realizado na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Preparativos para o show da Madonna em Copacabana

Para eventos de grande porte como o concerto de Madonna, que atrai uma enorme quantidade de público à orla, a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro (CPRJ) tomou medidas específicas, como a interdição do tráfego aquaviário de parte da orla, estendendo-se do Leme ao Posto 5. Esta interdição foi programada para começar ao meio-dia do sábado e perdurar até as 4 horas da manhã do domingo seguinte, garantindo assim não apenas a segurança dos espectadores, mas também a organização e o controle do espaço durante o evento.

Sistema de fiscalização e segurança durante o evento

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Durante a interdição, apenas embarcações autorizadas e devidamente identificadas foram permitidas na área restrita, com boias para delimitar o perímetro e garantir uma distância mínima de segurança de 200 metros da praia. Essa estratégia visou prevenir incidentes e assegurar que as normas de segurança fossem estritamente seguidas, protegendo tanto os participantes do evento quanto os usuários regulares da área marítima.

Hierarquia e responsabilidades das CDAs

A organização e eficiência das CDAs são alcançadas por meio de uma hierarquização bem definida, onde as Capitanias dos Portos coordenam as ações de suas subordinadas, as Delegacias e Agências, cada uma com sua própria área de jurisdição. Esta estrutura permite uma atuação assertiva e ágil, essencial tanto para o dia a dia quanto para eventos especiais.

Impacto e importância da cooperação técnica

Além disso, a colaboração com outros órgãos, como demonstrado no Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Centro de Operações Rio (COR), amplia a capacidade de monitoramento e resposta rápida da Capitania, beneficiando diretamente a sociedade. Essa sinergia entre diferentes entidades públicas é fundamental para a eficácia das operações marítimas e para a resposta a incidentes.

Marcelo Barros, com informações da Agência Marinha
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).