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Foto de César Barreto

No passado, os auxílios à navegação foram criados para determinar a posição das embarcações e um rumo seguro para navegar. Hoje, esse sistema se expandiu, atingindo todos os setores da comunidade marítima e sendo um dos principais fatores para a segurança da navegação.

Hoje, 1° de julho, comemora-se o Dia Internacional dos Auxílios à Navegação Marítima. No Brasil, o Centro de Auxílios à Navegação Almirante Moraes Rego (CAMR) é o responsável por orientar e coordenar as atividades de auxílio à navegação.

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O Capitão de Mar e Guerra Jansen Santos Poças, Diretor do CAMR, fala da importância da atividade: “os nossos tradicionais faróis, faroletes, boias e balizas, em conjunto com inovações tecnológicas que estão sendo implementadas, a exemplo do Serviço de Tráfego de Embarcações (VTS – Vessel Trafic Service), são indispensáveis na salvaguarda da vida humana no mar, na segurança do tráfego marítimo, na proteção do meio ambiente”.

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Militares da Marinha fazendo a troca de sinalização náutica – Imagem: Diretoria de Hidrografia e Navegação

Os auxílios à navegação marítima consistem em dispositivos, sistemas ou serviços externos à embarcação, estabelecidos nas vias aquaviárias, destinados a orientar de forma precisa e segura a navegação, e alertar sobre a existência de possíveis perigos e obstruções. A visualização prévia desses “sinais náuticos” fornece os recursos necessários para que o navegante tome as decisões apropriadas, contribuindo assim para evitar acidentes, frequentemente ocasionados por falha humana.

Fazendo uma comparação de forma mais simples, os auxílios à navegação funcionam como a sinalização de trânsito, usando uma combinação de formas, cores, luzes e dispositivos eletrônicos para que o condutor possa se orientar e manter uma direção mais segura. No caso do navegante, essa atividade é mais complexa, como afirma o engenheiro Allan Pignaton, Gerente Técnico da empresa de Hidrografia e Engenharia UMI SAN: “o navegante não consegue enxergar como é a sua ‘pista’ sem a ajuda desses sinais, uma vez que os principais obstáculos se encontram ocultos abaixo da água. Portanto, uma combinação de auxílios à navegação é essencial para que o navegante possa se deslocar de um ponto a outro de forma segura”.

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Boia articulada submersível auxiliando na navegação – Imagem: UMI SAN

Dentre os mais importantes sistemas visuais de auxílios à navegação estão os Sistemas de Sinais Laterais e Sinais Cardinais padronizados pela Associação Internacional de Autoridades e Auxílios à Navegação Marítima e Faróis. Além desses, os auxílios eletrônicos também passaram a ter grande importância, destacando-se o VTS, com capacidade de monitoramento atualizado do tráfego aquaviário, combinando radares, câmeras, boias meteoceanográficas, serviço de comunicações entre porto, navio e operadores, durante 24 horas. Atualmente, está em operação o VTS no Porto de Vitória (ES) e no Porto do Açu (RJ), e, futuramente, no Porto do Rio de Janeiro.

Todo o sistema de auxílios à navegação é distribuído ao longo de mais de 7 mil quilômetros  de litoral, onde se encontra, em média, um farol para cada 26 milhas de litoral; e, ainda, ao longo da vasta rede navegável do potencial hidroviário brasileiro, equivalente a quase 7 vezes a extensão do litoral do País.

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Dentre os mais importantes sistemas visuais de auxílios à navegação estão os Sistemas de Sinais Laterais e Sinais Cardinais padronizados pela Associação Internacional de Autoridades e Auxílios à Navegação Marítima e Faróis. Além desses, os auxílios eletrônicos também passaram a ter grande importância, destacando-se o VTS, com capacidade de monitoramento atualizado do tráfego aquaviário, combinando radares, câmeras, boias meteoceanográficas, serviço de comunicações entre porto, navio e operadores, durante 24 horas. Atualmente, está em operação o VTS no Porto de Vitória (ES) e no Porto do Açu (RJ), e, futuramente, no Porto do Rio de Janeiro.
Todo o sistema de auxílios à navegação é distribuído ao longo de mais de 7 mil quilômetros de litoral, onde se encontra, em média, um farol para cada 26 milhas de litoral; e, ainda, ao longo da vasta rede navegável do potencial hidroviário brasileiro, equivalente a quase 7 vezes a extensão do litoral do País.