Desde 1982, o Brasil tem marcado sua presença na Antártica através do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR). Este programa, que tem como objetivo promover a pesquisa científica no continente gelado, é apoiado pela Operação Antártica (OPERANTAR), executada pela Marinha do Brasil (MB). As aeronaves do 1o Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral da Marinha (HU-1), carinhosamente chamadas de “águias”, têm sido essenciais para essa missão, realizando o transporte de pessoal e material, e acumulando cerca de 5 mil horas de voo.

Missões Diversificadas e Essenciais

As “águias” não se limitam apenas ao transporte. Segundo o Contra-Almirante Emerson Gaio Roberto, os aviadores navais realizam uma série de atividades, desde reconhecimento de campo de gelo até captação de imagens de áreas de interesse. Além disso, as aeronaves são responsáveis por estabelecer e desmontar acampamentos científicos em diversas ilhas da Península Antártica. Essa contribuição tem sido vital para a missão, que carrega uma importância político-estratégica para o Brasil há quatro décadas.

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Desafios e Aprendizados

O Capitão de Fragata (Fuzileiro Naval) Thiago Lopes da Silva relembra os primeiros dias de missão na Antártica, destacando os desafios enfrentados devido às condições meteorológicas adversas e as particularidades das aeronaves em climas frios. A experiência adquirida ao longo dos anos mostrou a importância de operar com dois helicópteros, garantindo apoio contínuo e segurança nas missões.

Uma História de Dedicação e Inovação

Desde o início da OPERANTAR, as aeronaves têm desempenhado um papel crucial. Seja auxiliando em missões de reconhecimento ou transportando material e pessoal para a implantação da Estação Antártica Comandante Ferraz, a presença aérea brasileira na Antártica tem sido constante e inovadora. Em 2020, a missão ganhou um reforço com a chegada de duas modernas aeronaves UH-17, equipadas com tecnologia de ponta e prontas para enfrentar os desafios do continente gelado.

Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).