Frente Parlamentar Mista da Inteligência Artificial é instalada na Câmara

No ano de 2019, o mundo se viu diante de uma crise pandêmica, com o surgimento da Covid19, na China, o que revelou a necessidade de concentração de forças especiais para o evitamento de mortes, que começaram a ocorrer em larga escala, e de redirecionamento das práticas sociais e econômicas, um isolamento se impôs, e, em consequência, todos os países tiveram  que se equilibrar entre a saúde pública e a crise do mercado, o que expôs as suas fraquezas políticas, os seus pactos e a real motivação de suas prioridades.

Neste panorama caótico, as vantagens de se viver em um mundo globalizado se tornaram bem evidentes, com o aumento de trabalhos remotos e estudo à distância, mas a consequência do impedimento da realização da atividade física em lugares abertos (praças, calçadões, pistas de corrida) e fechados (academias, estúdios, ginásios, clubes), foi mais agravante.  Diante de estudos assertivos no sentido de que a atividade física era primordial para a prevenção da doença, se tornou imperiosa a prática da atividade física aliada a recursos tecnológicos, e a manutenção da saúde também perpassa esta questão, como se verá.

É importante destacar também, que a China notificou a Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre diversos casos de pacientes que precisaram ser internados em hospitais, todos com diagnóstico de, aparentemente, pneumonia, sendo a grande maioria concentrada na mesma cidade, denominada Wuhan. Dias antes, os algoritmos das redes sociais que utilizavam a ferramenta de inteligência artificial conhecida como “extrator de atividades nomeadas” apresentaram gráficos estatísticos com evolução de curva, identificando um possível contágio em larga escala, através das publicações dos perfis de pessoas que se queixavam de problemas respiratórios e de dores de cabeça, moradores da mesma região. Na época, as autoridades ignoraram esses achados, mas se tivessem se mobilizado e agido com maior cautela, poderiam ter evitado a rápida disseminação mundial do vírus SARS-CoV-2. (ARANTES, 2021).

Perante o exposto, o fundador da Microsoft, Bill Gates, anunciou, na presença de diversos cientistas, durante a conferência internacional TED Talks (2021), que tinha interesse em criar uma “força-tarefa” para que fosse possível detectar, rapidamente, futuras pandemias, contando com o apoio de diversos países do mundo.  Seu grande objetivo era desenvolver uma megaplataforma de diagnóstico, com a possibilidade de realizar simulações de amostras de vírus e vacinas até a próxima pandemia, prevista para acontecer em breve, provocada por terroristas e com potencial ainda mais letal que a Covid19.

A ideia de Bill Gates era similar aos jogos de guerra, nos quais pessoas se preparam para um conflito através de cenários simulados com possibilidades de emprego de seu treinamento, de seu arsenal, de suas técnicas, estratégias e saberes em geral.

Nesse contexto, de fato é importante preparar as pessoas para uma batalha individual em uma guerra biológica, utilizando a prática de atividade física como um escudo no combate aos novos vírus, e, consequentemente, obter a preservação da saúde e fortalecimento da população.

Dessa forma, a prática de atividade física deve ser intensificada em todo território brasileiro e ser adotada como uma nova estratégia de defesa nacional no combate às novas pandemias do porvir. É preciso, destarte, estudar os futuros cenários, baseando-se nos acontecimentos e ensinamentos do passado e aplicar, a médio e longo prazos, soluções inteligentes que auxiliem nos processos de desenvolvimento do trabalho.

Em uma visão mais imediatista da questão, assevera-se que as ações e os estudos científicos voltados para as áreas de inteligência artificial e educação física devem ser incentivados e implementados como uma medida de segurança eficaz, de fácil alcance e efetivação, aliando-se o exercício físico com a tecnologia para o bem-estar do ser humano.

Segundo Samuel Miranda Mattos (2020), os estudos demonstraram que os índices de casos graves da doença em praticantes de exercícios físicos foram bem menores em comparação aos não praticantes, durante o período de contágio da COVID-19.

Assim, o Conselho Federal de Educação Física – CONFEF (2022) recomenda, até os dias de hoje, que todos permaneçam fisicamente ativos, de modo que se possa utilizar o exercício na fase de prevenção.

Já Breno Augusto Filho enfatiza que as novas tecnologias, junto com a prática de atividades físicas, servem como estratégia de saúde pública, favorecendo o controle de doenças crônicas e diminuindo efeitos nocivos das doenças. Grifa, ainda, que as tecnologias que ajudaram a salvar vidas durante a pandemia foram as já conhecidas e acessíveis, tais como os aplicativos para smartphones, os sistemas de saúde, bigdata, as tomografias computadorizadas, os biossensores digitais, a inteligência artificial, etc. (C. FERREIRA; F. PENA, 2020).

O treinamento físico de forma controlada e periodizada, utilizando-se das facilidades tecnológicas, demonstra a melhora no sistema imune, na capacidade funcional e no controle de doenças preexistentes como os casos glicêmicos, a hipertensão arterial e a obesidade. Essas iniciativas farão com que o organismo infectado fique mais resistente à doença, sendo capaz de vencer qualquer vírus.

O exercício físico auxilia também na manutenção da saúde mental, evitando emoções negativas como a ansiedade, depressão e revoltas tão típicas em cenários de tensões e incertezas na saúde e na economia, e, nesse contexto, a prática de exercícios físicos é uma alternativa simples, rápida, eficiente e de baixo custo (RAIOL, 2020).

Em conclusão, essa proposta terá como consequência oferecer o suporte necessário para as pessoas que necessitem de preparo físico, para correção das técnicas de execução corporal e para o aumento na performance dos treinamentos, assim como, para a  elaboração de projetos de prevenção de doenças, com acompanhamento da saúde de forma contínua, realização do controle de doenças crônicas, crescimento das recomendações para as práticas diárias de exercícios físicos, tratamento dos enfermos e redução no número de casos de obesidade e sobrepeso.

Enfim, esta é uma reflexão sobre os desafios que surgem e que devem ser enfrentados o quanto antes, diante da nova dinâmica mundial imposta com a pandemia da Covid19. É preciso aprender com os erros do passado para que não se repitam no futuro, desenvolver cenários melhores para os próximos trinta anos, detectar as atuais fragilidades e utilizar todos os recursos disponíveis como prevenção e solução dos problemas, aliando a tecnologia com o treinamento físico.   Afinal, a máquina metálica pode auxiliar a máquina corpórea em seu desenvolvimento, diante da veracidade da outra via.

Deve a população mundial, e, em especial, a brasileira se esmerar no combate à Covid-19, para que uma resposta a outra possível pandemia seja mais rápida, em defesa da pátria amada e de seu povo, já assolado por tantos outros problemas de ordem social e econômica.

Autores

  • Daniele Sucena
  • Richard Guedes
  • Vinícius Marques

Referências

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ARANTES, José Tadeu. Cientistas debatem o uso de inteligência artificial no enfrentamento da COVID-19 e de futuras pandemias. Disponível em: <https://agencia.fapesp.br/cientistas-debatem-o-uso-de-inteligencia-artificial-no-enfrentamento-da-covid-19-e-de-futuras-pandemias/37192/>. Acesso em: 29 out. 2021.

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