O Vice-Presidente da República, General de Exército Antonio Hamilton Martins Mourão, visitou as instalações do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, nessa quinta-feira (13). Também participaram da visita o Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Cesar Pontes; o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior; o Chefe de Logística e Mobilização do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Tenente-Brigadeiro do Ar Heraldo Luiz Rodrigues; e o Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro do Ar Hudson Costa Potiguara, dentre outras autoridades civis e militares.

A primeira instalação visitada foi o Centro Técnico, prédio onde fica o Centro de Controle, estrutura dotada de alta tecnologia, essencial para a realização das atividades de coordenação das campanhas de lançamento de satélites e de veículos espaciais no CLA.

Durante a visita, o Vice-Presidente Hamilton Mourão, que também é Presidente do Conselho Nacional da Amazônia Legal, ressaltou a importância do Centro de Lançamento de Alcântara para a sustentabilidade da região. “O nosso objetivo foi conhecer as capacidades do CLA, porque dentro do nosso vetor de desenvolvimento da Amazônia, ele é fundamental para que a gente avance nos outros dois vetores de preservação e proteção. A presença do Centro de Lançamento, com o seu alto grau de tecnologia e de pesquisa, é importantíssimo para que seja transportado para outras áreas da Amazônia”, frisou.

Após passagem pelo Centro Técnico, as autoridades visitaram a Torre Móvel de Integração (TMI), a plataforma de lançamento que se encontra em adaptação para receber o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM): projeto nacional relacionado a veículos transportadores de cargas espaciais e que deve ser operado em Alcântara nos próximos anos.

Na oportunidade, o Ministro Marcos Pontes falou sobre a relevância do trabalho conjunto da Agência Espacial Brasileira e da Força Aérea Brasileira (FAB) para o progresso da atividade aeroespacial do País. “O Programa Espacial Brasileiro tem recebido um impulso muito grande do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, que tem trabalhado em uma parceria muito estreita com o Comando da Aeronáutica para esse desenvolvimento”, pontuou.

O Tenente-Brigadeiro Potiguara comentou sobre a ocasião. “É muito importante para a Força Aérea e para o DCTA recebermos essa visita para a constatação de tudo que tem sido feito em termos do Centro Espacial de Alcântara. São tarefas multidisciplinares que envolvem vários ministérios. É a conjunção de passos com um objetivo comum. Nesse sentido, posso garantir que o Centro Espacial de Alcântara está caminhando a passos largos para que ele realmente se consolide”, destacou.

O Diretor do CLA, Coronel Aviador Marcello Correa de Souza, explicou o significado da visita ao complexo militar da FAB. “O Comando da Aeronáutica tem um papel muito importante no desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro, que se reverte hoje com o Projeto do Centro Espacial de Alcântara. Com a vinda das autoridades hoje, conseguimos fortalecer esse ideal, que com certeza vai trazer um grande benefício para o País”, finalizou.

O CLA

Criado por meio do decreto federal nº 88.136 de 1º de março de 1983, o Centro de Lançamento de Alcântara tem por missão executar as atividades de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais e de coleta e processamento de dados de suas cargas úteis, bem como a execução de testes e experimentos de interesse do Comando da Aeronáutica, relacionados com a Política Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (PNDAE). No Centro, são realizadas importantes atividades do Programa Espacial Brasileiro.

Desenvolvimento do CEA

No dia 28 de abril, a FAB realizou, em Brasília (DF), a Cerimônia de Divulgação das Empresas Selecionadas para Operação no Centro Espacial de Alcântara (CEA), no Maranhão. O evento marcou um importante passo para inserir o País em um seleto grupo de territórios com a capacidade de lançamento de veículos espaciais. Com esse chamamento, o Brasil iniciou as atividades espaciais não militares e tornou-se a janela de acesso ao espaço no Hemisfério Sul.

Janela para o espaço

O Centro Espacial de Alcântara consiste em um conjunto de bens e serviços utilizados para lançamento de veículos espaciais não militares em território nacional, proporcionando uma infraestrutura necessária para dar suporte às atividades específicas de empresas de lançamento.

Em atendimento à exploração espacial, o CEA tem condições de prover o suporte logístico, integração e testes finais de carga útil, lançamento de objetos espaciais, previsão meteorológica, coleta de dados via telemetria, rastreio, sistema de comando e controle e demais tecnologias.

Além disso, possui outras características favoráveis como a proximidade do mar, a localização de aproximadamente dois graus e 18 minutos ao Sul do Equador, o que possibilita lançamentos em órbitas polares e equatoriais; baixa densidade demográfica; ausência de incidência de terremotos e furacões; baixa densidade de tráfego aéreo; e localidade ideal para lançamentos sob demanda (responsive launches).

Clique aqui e assista ao vídeo da matéria.

Fotos: Sargento Johnson Barros/CECOMSAER

Vídeo: Soldado Anderson Soares/CECOMSAER

Fonte: Agência Força Aérea, por Tenente Flávia Rocha
Marcelo Barros, com informações e imagens da Agência Força Aérea
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui