Na manhã da quarta-feira (26/10), na Base Aérea de Canoas (BACO), foi realizada a cerimônia militar em homenagem ao Major Aviador Edson Luiz Chiappetta Macedo. Em 28 de julho de 1982, o militar pilotava o caça F-5, que desapareceu enquanto era realizado um combate aéreo simulado na área de treinamento sobre a Lagoa dos Patos.

Nos siga no Instagram, Telegram ou no Whatsapp e fique atualizado com as últimas notícias de nossas forças armadas e indústria da defesa.

A solenidade foi presidida pelo Comandante do Quinto Comando Aéreo Regional (V COMAR), Major-Brigadeiro do Ar Marcelo Fornasiari Rivero, acompanhado pelo Comandante da Base Aérea de Canoas, Coronel Aviador Marcelo Zampier Bussmann e do Comandante do Esquadrão Pampa, Tenente-Coronel Aviador Davi de Abreu. Estiveram presentes no ato, a irmã do piloto, Maria de Fátima Macedo, familiares e amigos e colegas de turma do ano de 1970.

Também marcaram presença no evento, instituições e pessoas que ajudaram a Força Aérea Brasileira durante o resgate dos destroços. Representando a Marinha do Brasil, o Capitão dos Portos de Porto Alegre, Capitão de Mar e Guerra Átrio de Oliveira Cruz e o Comandante do Grupamento de Patrulha Naval do Sul, Capitão de Fragata Marcelo Rey de Lima. Já o Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul foi representado pelo Subcomandante do 8º Batalhão de Bombeiro Militar, Major Daniel Borges Moreno, e a Companhia Especial de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul foi representada pelo Major Luiz Gustavo da Silva Lock e pela Capitão Catia Cilene Silveira Gonçalves. Além destes, o tributo teve a presença do piloto civil e velejador, Cristian Yanzer de Lima.

Durante a cerimônia, o Tenente-Coronel de Infantaria Jorge Silvio D’Ávila, colega de turma do Major Edson Luiz, relembrou a personalidade do amigo. “Edson foi mais que um Aviador, um companheiro de turma, um bom amigo, pois ele era amável, leal, solidário diante de outras muitas qualidades. O tempo passa e, mesmo após 40 anos, não apagamos ele da memória”, disse.

No rito, foi entregue uma bandeira do Brasil aos familiares, como demonstração de gratidão pela dedicação e comprometimento do militar quando serviu à pátria. Nas palavras da irmã do homenageado, Maria de Fátima Macedo, agradecer não seria suficiente pela homenagem feita. “Foi um momento que ficará gravado para sempre em minha memória e de toda a minha família. Agradecemos o carinho, o respeito e o reconhecimento que a Força Aérea Brasileira teve com o meu irmão”, destacou.

Quem foi Chiappetta

O Major Aviador Edson Luiz Chiappetta Macedo nasceu em 04 de abril de 1954 na cidade de Lavras do Sul, no Rio Grande do Sul (RS). Ingressou na Força Aérea Brasileira em 02 de março de 1970 e foi declarado Aspirante a Oficial Aviador em 10 de dezembro de 1976. Após seguir para a Aviação de Caça e realizar sua formação inicial, o então Tenente Aviador chegou ao Esquadrão Pampa em 1982, proveniente do Primeiro Esquadrão do Quarto Grupo de Aviação (1º/4º GAV) – Esquadrão Pacau, sediado em Fortaleza (CE).

Em 28 de julho de 1982, o caça F-5E, de matrícula FAB 4831, pilotado pelo então Tenente Aviador Edson Luiz Chiapetta Macedo desapareceu enquanto realizava, na área de treinamento sobre a Lagoa dos Patos, um combate aéreo simulado contra outro F-5E, ambos lotados na Base Aérea de Canoas (BACO). Apesar das buscas, nunca qualquer vestígio do jato supersônico ou do piloto haviam sido encontrados. Anos depois do acidente, o piloto desaparecido foi promovido post mortem ao posto de Major, ou seja, uma promoção que visa a expressar o reconhecimento militar morto no cumprimento do dever ou em consequência disto. A FAB em coordenação com a Marinha do Brasil e com o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio Grande do Sul, realizou buscas na Lagoa dos Patos (RS), de 07 a 10/09 deste ano, onde foram encontrados destroços identificados como do caça F5E Tiger II desaparecido há 40 anos.

Considerado desaparecido à época da ocorrência, o então Tenente Edson Luiz foi um exemplo de abnegação e comprometimento com a FAB, tendo sido promovido ao posto de Major “post mortem” pelo então Presidente da República, João Figueiredo, em dezembro de 1982, como forma de reconhecimento da sua valorosa atuação nas fileiras da FAB e da Aviação de Caça.

Fotos: Sargento Sanches / V COMAR

Marcelo Barros, com informações da Agência Força Aérea
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).