Tomaz Silva / Agência Brasil

Aloizio Mercadante, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), levantou uma questão crítica durante a apresentação do balanço financeiro do banco para o primeiro trimestre de 2024: a necessidade de descarbonização dos combustíveis usados na navegação marítima e aérea. A Organização das Nações Unidas (ONU) tem pressionado por mudanças substanciais para mitigar os efeitos do aquecimento global, e o setor de transporte marítimo, responsável por cerca de 90% do transporte global de mercadorias, enfrentará multas significativas se não adaptar suas práticas.

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Desafios e Estratégias para a Navegação

O desafio para o Brasil é duplo: além de necessitar uma transição para combustíveis mais limpos, há uma questão de logística e competitividade, especialmente em comparação com países como a Austrália, que possui rotas marítimas mais curtas para mercados chave como a China. O BNDES está focado em superar essas barreiras, apoiando o desenvolvimento de balsas, rebocadores e outros veículos essenciais para o transporte de grãos e minério, com um investimento planejado de R$6,6 bilhões através do Fundo da Marinha Mercante.

Oportunidades no Setor de Biocombustíveis

Vislumbrando uma oportunidade em meio a esses desafios, Mercadante destacou o potencial do Brasil em se tornar um líder no mercado de combustíveis limpos, como o etanol e o metanol, dos quais o Brasil é o segundo maior produtor mundial. O país já possui uma infraestrutura avançada para a produção de etanol de segunda geração, que apresenta eficiência superior na redução de carbono. A expectativa é que a produção de etanol precise dobrar para atender à demanda crescente, posicionando o Brasil como um jogador chave no mercado global de combustíveis sustentáveis.

Subsídios e Suporte à Aviação

Além do foco na navegação, o BNDES também está atento às necessidades do setor aéreo, que ainda recupera as perdas provocadas pela pandemia de COVID-19. Mercadante mencionou que o Fundo Nacional da Aviação Civil (FNAC) poderia ser utilizado como garantidor para facilitar o crédito e suporte financeiro às companhias aéreas nacionais. Este movimento visa assegurar a recuperação e estabilidade das empresas, que, apesar de um aumento no faturamento pós-pandemia, ainda lidam com dívidas significativas devido ao período em que os aviões permaneceram em terra.

Com informações da Agência Brasil

Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).