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A Taurus Armas divulgou seus resultados e, mais uma vez, surpreendeu analistas, acionistas e o público em geral que acompanha a empresa. Com um Ebitda de R$ 1,0 bilhão em 2021, 111,4% acima do registrado em 2020, a empresa quebra uma barreira importante que reflete o seu atual padrão de desempenho operacional.

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O caminho que a trouxe até esse ponto foi pavimentado com cuidado, tornando hoje a Taurus uma empresa bem estruturada, que conta com processos sólidos de gestão, de operação e de governança corporativa, assim como um planejamento estratégico bem definido para os próximos anos.

A forte geração de caixa proporcionou o investimento no crescimento da Companhia, e foi possível atingir em 2021 um dos grandes objetivos da administração. Com lucro líquido de R$ 635,1 milhões em 2021, a empresa irá propor em Assembleia Geral o pagamento de dividendos a seus acionistas totalizando o montante de R$ 194,3 milhões, o que representa cerca de R$ 1,65 por ação. Uma notícia que consolida o encerramento do processo de turnaround da Taurus.

Outra importante meta da administração foi alcançada. Em dezembro de 2020, em sua reunião Apimec, na presença de investidores, o CEO da Companhia expressou o desejo de tornar a Taurus a maior empresa de armas curtas do mundo. Após menos de dois anos, a Taurus é a maior vendedora de armas curtas no mundo, considerando as principais companhias dos Estados Unidos, tais como Smith & Wesson e Ruger, e muito maior do que outras empresas tradicionais do setor, como Colt, Springfield, Beretta, SIG, CZ, Colt, Walther, FN e HK.

Em termos de atividades operacionais, com os processos estruturados, a empresa tem se dedicado a ampliar a produção de modo a atender à crescente demanda por seus produtos. Em 2021, foram 2,25 milhões de armas produzidas, crescimento de 44,5% em relação ao ano anterior.

A fábrica dos EUA, em processo de ramp up, atingiu a produção de 868 mil unidades no ano, volume superior ao estimado inicialmente como capacidade máxima da unidade de 800 mil armas/ano, considerando a estrutura original, que não demandou investimentos da Companhia em função do acordo firmado com o governo do Estado da Georgia. O prédio tem ainda cerca de 60% de sua área disponível, com espaço para ampliação da capacidade a partir de novos investimentos. Ao mesmo tempo, a produtividade da fábrica brasileira continuou aumentando, de modo que a produção no ano somou 1,4 milhão de armas em 2021, 20% superior ao volume de produção de 2020.

As vendas também seguiram em alta. Nos EUA, o NICS (National Instant Background Check System), indicador do número de pessoas interessadas em adquirir uma arma, mostrou que a demanda seguiu aquecida em 2021, atingindo o segundo maior patamar desde que foi criado. Ainda assim, em relação ao recorde histórico registrado em 2020, houve redução de 12%. Mas as vendas da Taurus no país apresentaram tendência inversa do NICS com crescimento de 23,4% em 2021, evidenciando o aumento do market share da marca.

Para 2022, a percepção é que o cenário será semelhante, com a demanda norte-americana perdendo um pouco de força em relação aos dois últimos anos, enquanto as vendas da Taurus devem seguir vigorosas, com aumento de participação do mercado. Essa perspectiva se baseia nos pedidos recebidos e nos contatos com distribuidores e lojistas de todo o país feitos durante grandes feiras do setor nesse início de ano, especialmente o maior evento profissional da indústria de armas nos EUA, o “Shot Show”, realizado no final de janeiro.

Além do aumento de participação de mercado nos EUA, a Taurus tem outros projetos em andamento, como a joint venture Jindal Taurus na Índia, que vai contribuir para ampliar a atuação na região. O projeto da fábrica no país está em andamento, após atraso significativo em função de dificuldades criadas pela pandemia de Covid-19. Agora, a construção do prédio está sendo concluída e a primeira equipe da Taurus do Brasil foi ao país para uma visita técnica em fevereiro.

A joint venture, mesmo antes do início das operações industriais, já está criando oportunidades comerciais. A equipe da Taurus que viajou ao país realizou demonstração técnica para autoridades das Forças Armadas indianas das características e performance de tiro e resistência do fuzil Taurus T4 em suas diferentes versões, para um futuro processo de licitação em andamento. Outras oportunidades comerciais no mercado institucional indiano para a venda de submetralhadoras SMT9, pistolas TH9 e TS9, além de mais uma venda de fuzis T4, estão em diferentes etapas do processo de negociação.

Com relação às exportações para outros países, em dezembro a Taurus entregou 12,4 mil fuzis T4 para o Exército das Filipinas, após as armas terem sido aprovadas integralmente, sem restrições, em rigorosos testes realizados. Em nova licitação vencida em dezembro, serão entregues mais 1,1 mil armas para esse Exército. Ainda em dezembro, a empresa venceu o processo licitatório de 9,5 mil pistolas TS9 para a Polícia Nacional das Filipinas, cuja entrega está programada para o segundo semestre, em função da atual capacidade x demanda.

Para garantir o aumento da oferta e da continuidade do crescimento da Companhia, conforme planejamento estratégico, a empresa investiu em estrutura física, em pesquisa & desenvolvimento e em modernos equipamentos e maquinários. “A palavra chave na Taurus é ‘inovação’, o que nos proporciona mais produtividade, manutenção de baixos custos (hoje a Taurus tem o menor custo de produção do mundo), maior volume de produção e, também, maiores vendas, já que o consumidor cada vez mais reconhece o valor que tem sido agregado aos produtos que entregamos no mercado. Com isso, ao mesmo tempo que temos segurança no aumento das vendas, em termos de estrutura operacional estamos sempre um passo à frente, nos preparando para atender o aumento das vendas. Como exemplo disso, podemos citar a contratação de um vice-presidente de vendas para reforçar a estrutura comercial nos Estados Unidos”, explica Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus.

Como tecnologia é essencial para atender o seu planejamento, a Taurus reforçou a área com a criação do Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil/EUA (CITE), que hoje conta com 250 engenheiros nas áreas de produtos, processos e qualidade. O CITE tem proporcionado mais agilidade no desenvolvimento de produtos com inovação e qualidade, sempre com foco nos desejos dos consumidores, a baixo custo e em linha com as mais avançadas soluções tecnológicas do mundo. Exemplo é a utilização do grafeno em componentes e na proteção superficial de metais, proporcionando maior resistência e durabilidade.

Em 2021, a Taurus investiu também na renovação do parque fabril com a aquisição de equipamentos que contam com tecnologia de última geração. Em termos de infraestrutura, um condomínio industrial foi entregue em dezembro e os cinco fornecedores parceiros que vão desenvolver ali suas operações estão em processo de instalação. Com essa estrutura em pleno funcionamento, a Taurus terá mais agilidade e qualidade na cadeia de suprimentos, com redução de custos.

Outro passo dado no projeto de expansão da unidade industrial do Brasil foi a aquisição de uma área de 100 mil m² ao lado do complexo industrial atual. O total de investimentos em 2021 foi de R$ 175 milhões, financiados com recursos próprios, gerados a partir do forte desempenho operacional que proporcionou o Ebitda de R$ 1,0 bilhão no ano.

Para 2022, o planejamento considera investimentos da ordem de R$ 250 milhões, seguindo com a modernização e ampliação da estrutura industrial, de modo a dar sustentação ao crescimento da Companhia, aumentando ainda mais sua competitividade. Em termos de posicionamento da marca, o planejamento se baseia em três grupos de ações que visam a criação de valor: a marca global de uma multinacional brasileira; o desenvolvimento de produtos com qualidade, inovação e custo competitivo; e excelência na distribuição e em serviços, oferecendo amplo suporte para o cliente da Taurus.

Como iniciativa no sentido de estreitar o relacionamento direto da Companhia com o seu consumidor para propiciar uma experiência única para o cliente, em novembro foi inaugurada em Brasília a primeira loja conceito da marca, a AMTT – Armas Munições Tiro e Treinamento. São 1,8 mil m² onde o cliente encontra a linha completa de produtos da Taurus e da CBC, serviços para a aquisição de armas e munições, assistência técnica, 18 linhas de tiro, serviços pós-venda, cursos de qualificação e atividades relacionadas ao segmento. Em breve, está prevista a inauguração da segunda loja, em São Paulo.

“A Taurus é hoje uma gigante brasileira que gera empregos para mais de 3.500 colaboradores, riquezas e divisas para o Brasil. Só chegamos nessa posição porque temos o apoio de nossos acionistas, o contínuo acompanhamento e direcionamento de nosso Conselho de Administração, a confiança de nossos parceiros e clientes e o trabalho incansável de toda a equipe de colaboradores da Taurus, no Brasil e nos EUA. Agradeço a todos por seguir conosco nesse caminho de sucesso”, diz Nuhs.