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O Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos, presidiu a cerimônia de lançamento da série documental Luzes da Amazônia Azul, no Farol da Barra, em Salvador (BA), no dia 14 de junho. Produzida pela empresa Larty Mark, com o apoio Institucional e logístico da Marinha do Brasil (MB), a série documental é composta por 13 episódios com 26 minutos de duração cada, inspirados no livro “Luzes do Novo Mundo”, do Capitão de Mar e Guerra Ney Dantas (in memoriam).

Em forma de expedição e aventura, a série revela histórias oriundas da costa brasileira, tendo como personagens principais 16 faróis marítimos mantidos pela Marinha, além de tocantes depoimentos do Comandante Ney Dantas, que mostram a importância de cada um dos faróis. Em 2017, a MB aprovou o projeto apresentado pela produtora, e passou a dar suporte às gravações realizadas nos faróis. Os episódios, que serão exibidos pelo canal Travel Box Brazil, têm direção de Wiltonauar Moura e a série foi financiada com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), administrado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine).

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Comandante da Marinha, acompanhado do produtor da série documental, Wiltonauar Moura, e do Diretor de Hidrografia e Navegação, Vice-Almirante Edgar Luiz Siqueira Barbosa

O Farol de Santo Antônio, popularmente conhecido como Farol da Barra, que é personagem de um dos episódios, foi o local definido para o lançamento da série por ser o mais antigo farol em operação na costa brasileira e um dos mais conhecidos postais brasileiros. Inaugurado em 1698, o Farol da Barra foi escolhido pela IALA (International Association of Lighthouse Authorities – Associação Internacional dos Auxílios à Navegação) como o “Farol Patrimônio Histórico e Cultural de 2020”, um reconhecimento internacional ao bom trabalho desenvolvido nas áreas de conservação, acesso público e educação, destacando os faróis mais preciosos do mundo.

O Almirante Garnier externou sua satisfação pela produção de uma série voltada a esses instrumentos fundamentais de navegação que, além de toda a beleza e imponência que transmitem, buscam salvaguardar a vida humana no mar, alertando ao navegador sobre os perigos da região. Citando o trecho “Deus, ao mar, o perigo e o abismo deu, mas nele é que espelhou o céu”, do poema Mar Português, de Fernando Pessoa, ele discorreu sobre a importância dos faróis. “Ainda representam e representaram muito no passado, numa época em que GPS, radar e outras tecnologias não eram conhecidas, quando os navegantes encontravam grandes perigos e eram pelos faróis guiados para fugir do abismo ou encontrar o céu. Imaginem um navegante, numa noite como hoje, em 1698, ano em que este Farol começou a iluminar as águas da Bahia, com a cidade toda escura. A presença de um farol o tirava do perigo e, ao mesmo tempo, o levava para o acolhimento desse porto seguro que é a nossa Baía de Todos-os-Santos, com todo esse povo hospitaleiro da capital baiana, o berço de nossa nacionalidade”, concluiu.

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