Lançamento de um foguete russo. Crédito: Roscosmos/Divulgação

A Roscosmos, agência espacial da Rússia, anunciou no último sábado (22) que está planejando uma viagem espacial interplanetária pra lá de audaciosa. Os russos querem usar uma espaçonave movida a energia nuclear para uma viagem até Júpiter, com escalas na Lua e em Vênus.

O módulo de energia, batizado de Zeus, será projetado para gerar energia suficiente para impulsionar cargas pesadas no espaço profundo e pode ser entendida como uma usina nuclear móvel.

Uma série de países estuda soluções tecnológicas baseadas em energia nuclear para encurtar viagens espaciais. Atualmente, as espaçonaves dependem de energia solar ou da força da gravidade para acelerar. Porém, isso significa que uma viagem de ida e volta a Marte, por exemplo, pode levar mais de três anos. De acordo com a Nasa, a energia nuclear pode reduzir este tempo em até um ano.

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Ilustração mostra o projeto de usina nuclear da Nasa que poderá levar astronautas a Marte. Crédito: Nasa/Divulgação

Os Estados Unidos, por exemplo, pretendem colocar uma usina nuclear com um reator de 10 quilowatts na Lua já em 2027. Contudo, a Nasa enviou apenas um reator nuclear para o espaço até hoje, em um satélite lançado em 1965. Apesar de rovers como o Curiosity e o Perseverance serem movidos a energia nuclear, eles não usam um reator.

Rússia quer mudar o jogo

Por sua vez, a Rússia já colocou nada menos que 30 reatores no espaço desde os tempos da antiga União Soviética. No entanto, o módulo Zeus entraria para mudar o jogo, já que usaria um reator de 500 quilowatts para ir de um planeta a outro, segundo informações da agência estatal de notícias russa, Sputnik.

Lançamento de um foguete russo. Crédito: Roscosmos/Divulgação

O itinerário da missão prevê que a espaçonave se aproxime da Lua, siga em direção a Vênus, onde poderá usar a gravidade do planeta para mudar sua direção, e vá até Júpiter, que é seu destino final. Com isso, a espaçonave poderá conservar seu combustível.

Com essa estratégia, a missão seria realizada em quatro anos e dois meses, segundo o diretor executivo de programas de longo prazo e ciência da Roscosmos, Alexander Bloshenko. O diretor também declarou que a agência e a Academia Russa de Ciências estão trabalhando para calcular a trajetória do voo e a quantidade de peso que a nave poderá carregar.

A missão russa pode ser, em última análise, uma precursora para uma nova fronteira nos voos espaciais. Além do módulo Zeus, a Rússia também está projetando uma estação espacial que usa a mesma tecnologia de energia nuclear, relata o Science Alert.

Fonte: Olhar Digital

Marcelo Barros
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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