População mundial vivendo em áreas expostas a tsunamis vai aumentar na próxima década

Em Dia Mundial da Conscientização sobre Tsunamis, ONU pede fortalecimento da governança de risco de desastres; secretário-geral diz que planos e políticas em vigor para reduzir os impactos do tsunami ajudam a proteger populações em risco.

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Pescadores na Índia vasculham destroços após tsunami de 2004 no Oceano Índico, Foto: Ami Vitale

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Em 2020, o Dia Mundial da Conscientização sobre Tsunamis, marcado este 5 de novembro, destaca o fortalecimento da governança de risco de desastres.

As Nações Unidas incentivam o desenvolvimento de estratégias locais e nacionais de redução de risco de desastres para salvar mais vidas.

Prevenção

Em mensagem sobre o dia, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a data deve “ajudar a construir a resiliência a todos os perigos, naturais e provocados pelo homem.”

O chefe da ONU diz que “quando os tsunamis acontecem, eles são o teste supremo da governança e das instituições que foram criadas para gerenciar o risco de desastres.”  E, segundo ele, o próximo tsunami “virá, assim como a próxima pandemia, tempestade, inundação, seca ou onda de calor.”

Até o ano de 2030, cerca de 50% da população mundial viverá em áreas costeiras expostas a inundações, tempestades e tsunamis.

Por isso, Guterres afirma que “ter planos e políticas em vigor para reduzir os impactos do tsunami ajudará a construir mais resiliência e proteger as populações em risco.”

Data

Em dezembro de 2015, a Assembleia Geral da ONU proclamou este Dia Mundial para aumentar a conscientização sobre o problema e compartilhar abordagens inovadoras para a redução de riscos.

Tsunamis são eventos raros, mas podem ser extremamente mortais. Nos últimos 100 anos, 58 eventos ceifaram mais de 260 mil vidas, ou uma média de 4,6 mil por desastre, superando qualquer outro perigo natural.

O maior número de mortes nesse período foi no tsunami no Oceano Índico, em dezembro de 2004, que causou cerca de 227 mil mortes em 14 países. Indonésia, Sri Lanka, Índia e Tailândia foram as nações mais atingidas pelo desastre.

Segundo a ONU, a rápida urbanização e o crescimento do turismo em regiões propensas a tsunami estão colocando cada vez mais pessoas em perigo. Isso torna a redução do risco um fator chave para reduzir a mortalidade por desastres, um dos objetivos principais da Convenção-Quadro de Sendai para a Redução do Risco de Desastres, aprovada em 2015.

Fonte: ONU News

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