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Em 2018 houve uma polêmica sobre o Facebook coletar dados de pessoas online, mesmo que elas não tivessem uma conta no Facebook. A notícia pode ser antiga, mas a temática é atual e relevante.

Uma pesquisa realizada pela NordVPN, líder em rede privada virtual, evidenciou que muitas pessoas sequer estão cientes desse problema de privacidade. Com o intuito de identificar melhor essas fragilidades, a companhia listou 10 países onde os internautas têm menos conhecimento sobre o tipo de dados que o Facebook coleta. O estudo mostra que, em média, apenas 49,6% dos entrevistados sabiam da possibilidade de seus dados serem coletados.

“O Facebook tem atualmente mais de 2,85 bilhões de usuários ativos por mês, o que o torna a plataforma de mídia social mais popular do mundo. No entanto, muitas pessoas evitam usá-lo por causa dos inúmeros escândalos de vazamento de dados que a empresa sofreu no passado. Infelizmente, mesmo que você não seja usuário ativo ou nem mesmo tenha uma conta, seus dados provavelmente não são tão privados quanto você esperaria”, explica Daniel Markuson, um especialista em privacidade digital da NordVPN.

O Teste Nacional de Privacidade, como é intitulado levantamento, mostra que os países menos informados sobre o assunto são: Austrália (55%), Canadá (55,2%), Reino Unido (57,7%), França (62,6%), Índia (43,8 %), Dinamarca (57,7%), Turquia (26,1%), Arábia Saudita (48,5%), Suécia (57,8%) e Brasil (27,8%). Curiosamente, ou não, essas populações são as que menos conhecem ferramentas como VPNs, servidores proxy, navegador TOR, etc., que podem ajudar os usuários a manter a privacidade online.

A questão que paira é: como o Facebook pode coletar dados de não usuários? Existem duas formas: por meio de histórico de navegação e da atividade de amigos. A rede social explica que existem inúmeros sites na internet que usam os plug-ins do Facebook, como os botões “Curtir” ou “Compartilhar”, logins que ajudam os usuários a se registrarem em certos sites e ferramentas de análise de anúncios que ajudam os proprietários de sites a entender a eficácia de seus anúncios na plataforma. O Facebook coleta dados sobre todos os que visitam sites como esses, sejam usuários registrados ou não.

Se você não tem uma conta no Facebook e quer se precaver da coleta de dados da empresa, é aconselhável usar uma VPN, que criptografa toda a sua conexão, ocultando suas pesquisas, histórico de navegação, sua localização e seu endereço IP. Dessa forma, o Facebook não poderá rastreá-lo nos sites que incluem seus plug-ins.

Mas, se você usa a rede social regularmente, ainda pode fazer algo para se manter mais protegido:

  • Siga os protocolos de segurança da plataforma. Modifique as configurações da sua conta em “Segurança e Login”, bem como configurações de “Privacidade”. Altere o que pareça ser uma ameaça à sua privacidade.
  • Não reutilize senhas. Qualquer senha que seja comprometida por meio do Facebook colocará em risco todas as outras contas.
  • Não compartilhe conteúdo demais. O Facebook não pode vazar nenhum dado se esses dados não forem compartilhados online. Certifique-se de que as fotos postadas não podem ser usadas para fins maliciosos, como identificar onde você mora, ou para onde viaja.
  • Não faça login em outros aplicativos utilizando o Facebook, pois assim eles terão acesso direto a todos os seus dados.

“Você pode pensar que não é grande coisa se uma rede social sabe seu endereço IP, local de trabalho ou número de telefone. Mas e se um cibercriminoso souber? Considerando o triste histórico de vazamentos de dados do Facebook (incluindo o mais recente, que aconteceu em abril de 2021), nunca temos certeza de onde nossos dados podem acabar depois de entregá-los ao Facebook”, explica o especialista em segurança digital da NordVPN Daniel Markuson.

Fonte: DCiber.org