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A agência de notícias norueguesa NRK informou que, em 2018, vários departamentos da administração pública em todo o país, incluindo os escritórios dos governadores de Oslo e Viken, foram alvo de um amplo ataque cibernético que levou à abertura de uma investigação sobre espionagem, a qual teria tido como objetivo roubar segredos do país, incluindo planos de defesa e preparação para situações de emergência.

Kathrine Tonstad, advogada da polícia do PST, descreveu-o como um “ataque informático avançado, profissional e executado de forma sofisticada”.

De acordo com PST, foi extraído um total de 1,3 Gb de dados, incluindo nomes de usuários e senhas dos funcionários. Entretanto permanece não totalmente claro até que ponto a segurança nacional da Noruega foi comprometida.

Hanne Blomberg, chefe da unidade de contraespionagem do PST, disse que os dados apontam “em uma direção clara” para o APT31, que ela descreveu como um grupo “com ligações aos serviços de inteligência e aparelho estatal da China”, também conhecido por outros nomes como Zirconium, Bronze Vinewood e Judgment Panda.

O pesquisador sênior Karsten Friis, do Instituto de Política Externa da Noruega (NUPI), salientou que esta é a primeira vez que a China é explicitamente mencionada pelas autoridades norueguesas.

“Ao longo de vários anos tem havido uma crescente preocupação quanto aos ataques cibernéticos. Anteriormente, havia mais atores criminosos, mas agora os atores estatais se tornaram um desafio de segurança. Eles penetram em instituições de segurança e instituições democráticas. Esta é uma tendência que temos registrado nos últimos anos”, afirmou Friis.

Por sua vez, a embaixada da China na Noruega refutou as informações do PST.

“A China nunca participou ou apoiou ninguém em ataques cibernéticos, e sempre se opôs firmemente e reprimiu esse comportamento. Nos opomos veementemente às alegações infundadas contra a China”, anunciou a embaixada, salientando que o desenvolvimento tecnológico do país “não depende do roubo ou saque, mas do resultado de nosso próprio trabalho árduo”.

Contudo, apesar de alegar ter encontrado evidências da atividade de hackers apoiados pelo governo chinês, a comunidade de inteligência da Noruega admitiu que não tem dados suficientes para levar o caso a tribunal.

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