Reforçando a vigilância na estratégica fronteira oeste do Paraná, a 15ª Companhia de Infantaria Motorizada instalou um novo posto de observação na Praia do Cascalho. Esta iniciativa, parte da Operação Hórus, visa monitorar e combater o contrabando e outras atividades ilícitas ao longo do rio Paraná, utilizando tecnologia avançada para garantir a segurança na região.

Instalação e Equipamentos do Novo Posto de Observação

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O novo posto de observação foi estrategicamente instalado na Praia do Cascalho, na margem direita do rio Paraná, no Mato Grosso do Sul. Utilizado durante a Operação Ágata Fronteira Oeste II, o posto agora será permanentemente ocupado por uma guarnição de serviço, cobrindo uma área anteriormente vulnerável. Os militares responsáveis pela segurança da fronteira monitoram a região com um radar terrestre SENTIR M20, um protótipo fabricado com tecnologia nacional pela Embraer Defesa & Segurança e pela Bradar. Este radar, adquirido com recursos do Sistema de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), é capaz de identificar alvos a quilômetros de distância, possibilitando a interceptação de contrabandistas que atuam no transporte de drogas, armas e cigarros.

Atuação dos Militares e Capacitação

Para manter a prontidão da tropa, cerca de 30 militares do 5º Grupo de Artilharia de Campanha Autopropulsado realizaram o Estágio de Operações na Fronteira, nos dias 5 e 6 de junho. Eles foram capacitados para atuar na Operação Hórus, na faixa de fronteira do estado do Paraná, e substituirão a equipe do 26º Grupo de Artilharia de Campanha, que atuou na área anteriormente. Em Guaíra, o Exército Brasileiro e a Marinha do Brasil trabalham em apoio ao Núcleo de Polícia Marítima da Polícia Federal, no combate aos crimes transfronteiriços, garantindo uma vigilância contínua e eficaz.

Objetivos e Impacto da Operação Hórus

Desde 2019, a Operação Hórus é uma iniciativa permanente dos Guardiões da Fronteira, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o apoio das forças de segurança de 12 estados, incluindo todos os fronteiriços. A operação visa combater o crime organizado e a entrada e saída de produtos de contrabando ao longo dos 16,8 mil km de fronteira terrestre no Brasil. Mais de 800 profissionais de segurança pública atuam diariamente nos estados do Amazonas, Roraima, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina, Paraná, Amapá, Rio Grande do Norte, Acre, Rondônia, Pará e Rio Grande do Sul. A Operação Hórus tem se mostrado crucial na redução de crimes transfronteiriços, aumentando a segurança e a integridade das fronteiras brasileiras.

Colaboração Interinstitucional e Futuras Ações

A Operação Hórus destaca-se pela integração das forças de segurança, incluindo polícias civis e militares de cada unidade federativa, além da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Penal e Exército Brasileiro. A colaboração interinstitucional tem sido essencial para o sucesso das operações, permitindo uma resposta coordenada e eficiente às ameaças na fronteira. No futuro, o Ministério da Justiça e Segurança Pública planeja expandir e aprimorar as estratégias de vigilância, incorporando novas tecnologias e aumentando a capacitação dos profissionais envolvidos. Esses esforços contínuos garantem a proteção das fronteiras e a segurança nacional, beneficiando diretamente a população e fortalecendo o combate ao crime organizado.

Marcelo Barros, com informações e imagens do Exército Brasileiro
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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