Em 22 de maio de 2024, o Centro de Avaliações do Exército (CAEx), situado em Guaratiba, Rio de Janeiro, realizou um teste crucial com o Míssil Superfície-Superfície 1.2 Anticarro (MSS 1.2 AC). Este evento foi fundamental para verificar a segurança e a eficácia do míssil, além de garantir que todos os requisitos técnicos foram atendidos. Durante o teste, o míssil foi lançado contra um alvo blindado, com toda a trajetória registrada por um conjunto de câmeras e drones, assegurando a precisão dos dados coletados.

Equipe Técnica Especializada

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O teste foi conduzido por uma equipe composta por engenheiros e técnicos, tanto militares quanto civis, sob a liderança do General de Brigada João Paulo Zago, Chefe do CAEx. Essa colaboração entre diferentes especialistas garantiu a realização bem-sucedida do teste, destacando a capacidade técnica e a expertise do Exército Brasileiro.

Capacidades e Versatilidade do MSS 1.2 AC

O Míssil MSS 1.2 Anticarro se destaca por seu sistema de visão noturna infravermelho, que permite seu uso em condições de pouca visibilidade. Além disso, seu peso reduzido facilita a utilização por tropas aeroterrestres e aeromóveis. Essas características conferem uma grande versatilidade ao armamento, permitindo seu emprego em diversas operações militares contra ameaças como veículos blindados, construções fortificadas, depósitos de combustível e munição, embarcações e até helicópteros em baixa altura.

Parcerias e Desenvolvimento

O desenvolvimento do MSS 1.2 AC é fruto de uma parceria entre a Seção de Mísseis e Foguetes do Centro Tecnológico do Exército e a empresa SIATT Engenharia, Indústria e Comércio. Essa colaboração exemplifica a tríplice hélice, onde as Forças Armadas, a indústria nacional e a academia se unem para fortalecer a Base Industrial de Defesa do Brasil.

Impacto Nacional e Internacional

Este projeto insere-se no contexto da Ciência, Tecnologia e Inovação, contribuindo significativamente para o desenvolvimento nacional. Entre os benefícios sociais decorrentes do projeto, destacam-se a geração de empregos e o fortalecimento da indústria nacional de defesa, além de elevar a projeção internacional do Brasil ao desenvolver novas capacidades militares. Esse avanço tecnológico reforça a posição do país como um importante player no cenário global de defesa.

Marcelo Barros, com informações do Exército Brasileiro
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).