Em um movimento estratégico para assegurar a integridade dos cabos submarinos, a Marinha do Brasil realizou, em maio, um exercício inédito voltado para a manutenção dessas estruturas cruciais para a comunicação global. Sob a coordenação do Comando Naval de Operações Especiais, a operação envolveu diversas instituições, evidenciando a importância da colaboração interagências na proteção das infraestruturas marítimas.

Detalhes do Exercício

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Imagem: Telegeography

Em maio, a Marinha do Brasil realizou um exercício pioneiro para a manutenção e proteção dos cabos submarinos, vitais para a comunicação global. O treinamento foi coordenado pelo Comando Naval de Operações Especiais e contou com a participação de várias entidades, incluindo o Gabinete de Segurança Institucional, a Agência Reguladora de Telecomunicações, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Agência Nacional de Telecomunicações de Portugal. Empresas de telecomunicações, como a Claro, também contribuíram para o sucesso do evento.

O exercício utilizou um modelo de treinamento inspirado na trindade europeia: conhecer, vigiar e agir. Durante o evento, foram simuladas situações reais ocorridas nos últimos quatro anos no Brasil e no mundo. Mergulhadores Escafandristas, tropas de Operações Especiais e embarcações do Comando em Chefe da Esquadra participaram de atividades focadas na defesa das infraestruturas críticas submarinas e nas estações terrestres de cabos submarinos no litoral do Rio de Janeiro.

Mergulhadores do Navio de Socorro Submarino “Guillobel”, da Marinha iniciam ação para conferência do sistema de cabos submarinos – Imagem: Marinha do Brasil

As operações incluíram o uso de drones de superfície e sistemas avançados de monitoramento para detectar e prevenir possíveis ameaças. Foram realizados cinco mergulhos que seguiram um passo a passo rigoroso, desde a compreensão da situação real até a aplicação de procedimentos de segurança e monitoramento contínuo.

O Capitão de Fragata Paulo Ricardo Rodrigues dos Santos, Chefe do Departamento de Operações Especiais do Comando Naval, destacou a eficiência do uso do leito do mar para a transferência de dados, que supera outros métodos em termos de economia, eficácia e segurança. Ele ressaltou que cerca de 15 trilhões de dólares em transações são transferidos diariamente por meio desses cabos, evidenciando a importância de sua proteção.

Durante o exercício, foram abordados vários cenários de ameaça, como causas naturais, atividades de pesca, âncoras e possíveis ações de sabotagem. A Marinha do Brasil, com esta iniciativa, demonstrou sua capacidade de reagir rapidamente a qualquer interrupção no sistema, garantindo a segurança e a prosperidade do país.

Marcelo Barros, com informações e imagens da Agência Marinha
Jornalista (MTB 38082/RJ). Graduado em Sistemas de Informação pela Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Assessoria de Comunicação (UNIALPHAVILLE), MBA em Jornalismo Digital (UNIALPHAVILLE), Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).

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