Desde o início da Operação “Taquari 2”, em 30 de abril, a Marinha do Brasil tem realizado uma das missões mais desafiadoras: o resgate de animais no Rio Grande do Sul. Muitos cães estavam assustados, ariscos ou foram deixados para trás pelos moradores que precisaram abandonar suas casas rapidamente. Até o momento, o Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais em Apoio à Defesa Civil resgatou 94 cães, contando com a atuação especializada de cinotécnicos militares e auxiliares veterinários.

Equipe de Cinotécnicos e Veterinários

Para realizar esses resgates de forma segura, a Marinha enviou um destacamento composto principalmente por adestradores de cães. Esses especialistas são responsáveis por garantir que os resgates ocorram de maneira eficaz e segura, utilizando materiais adequados. Além disso, auxiliares veterinários prestam os primeiros socorros e realizam o manejo profilático dos animais antes de encaminhá-los à Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), em Guaíba, onde uma equipe realiza uma triagem inicial, trata ferimentos e encaminha os cães para abrigos.

Apoio aos Abrigos de Animais

Os militares também têm prestado suporte a três abrigos na região: AMOVIJAR, Unidade de Controle de Zoonoses e Portão da Alegria, todos em Guaíba. Eles auxiliam os voluntários no cuidado e manejo profilático dos cães, além de contribuir para a manutenção e reconstrução das baias, muitas vezes feitas com materiais improvisados. Essa ajuda é crucial para garantir que os abrigos possam continuar recebendo novos animais resgatados de forma segura.

Histórias de Resgate e Gratidão

Os resgates emocionam tanto os tutores quanto os militares envolvidos. Márcia, uma protetora de animais de Eldorado do Sul, teve 20 cães resgatados pela Marinha. “Eu estava ilhada com meus animais e a Marinha apareceu. Eles foram muito atenciosos e queridos. Me ajudaram a conduzir todos os meus cães para um lugar seguro. Fico emocionada e só posso agradecer pela dedicação e amor que têm pelos bichos”, declarou.

Importância da Coordenação e Rapidez

A cooperação com os moradores locais se mostrou decisiva para o sucesso dos resgates. O Capitão-Tenente Erick de Freitas Limp de Almeida, Comandante da Agência da Capitania dos Portos em Tramandaí, destacou a importância da rapidez e coordenação com a população local. “Em uma enchente, cada minuto conta. Ter uma equipe bem treinada e equipada, em contato direto com os moradores, foi essencial. A empatia e abordagem calma e gentil são cruciais para lidar com animais em estado de choque e medo”, relatou.

Como Ajudar os Animais Resgatados

Para obter mais informações sobre locais de abrigo, suporte e doações, acesse os links abaixo:

Operação “Taquari 2”

Desde 30 de abril, a Marinha tem atuado nas cidades gaúchas atingidas pelas chuvas, empregando helicópteros, navios, embarcações e viaturas para prestar auxílio. Já foram transportadas mais de 400 toneladas de donativos e 130 mil litros de água engarrafada. O Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais também atua no resgate de pessoas, transporte de material, desobstrução de vias, recuperação de estruturas e fornecimento de água potável.

MARINHA DO BRASIL MOBILIZA RECURSOS IMPRESSIONANTES NO RESGATE AO RIO GRANDE DO SUL APÓS ENCHENTES DEVASTADORAS

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