O dia 27 de março de 2024 ficará marcado na história da defesa nacional brasileira. A cerimônia no Complexo Naval de Itaguaí, presenciada por autoridades brasileiras e internacionais, incluindo o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Presidente da França, Emmanuel Macron, celebrou o lançamento ao mar do S42 “Tonelero”, o terceiro submarino convencional do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). Este evento não apenas reafirma a capacidade do Brasil de fortalecer suas fronteiras marítimas, mas também destaca a soberania nacional e a capacidade inovadora do país.

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Impacto Econômico e Social: Uma Onda de Empregos e Tecnologia

A construção do “Tonelero” representa um significativo avanço para a economia brasileira, gerando cerca de 60 mil empregos diretos e indiretos e fomentando a Base Industrial de Defesa (BID) com a participação ativa de aproximadamente 700 empresas nacionais. Esse movimento não apenas solidifica o papel do Brasil no cenário da defesa global, mas também destaca o desenvolvimento tecnológico e o fortalecimento da economia interna, evidenciando o potencial da indústria de defesa como um motor para o desenvolvimento econômico sustentável e a inovação.

A Vanguarda da Tecnologia Submarina Brasileira

O S42 “Tonelero” é um marco na história da tecnologia de defesa brasileira. Equipado com um sistema de propulsão diesel-elétrica de última geração, este submarino convencional não apenas eleva a capacidade operacional da Marinha Brasileira, mas também serve como um prelúdio para o desenvolvimento do primeiro submarino com propulsão nuclear brasileiro, o “Álvaro Alberto”. A parceria tecnológica com a França, fundamentada no intercâmbio de conhecimento e na transferência de tecnologia, permite ao Brasil uma posição de destaque na vanguarda da tecnologia submarina, promovendo a autonomia nacional na construção e manutenção de seus meios navais.

Fortalecimento das Relações Internacionais e da Indústria Nacional

O programa Prosub não apenas coloca o Brasil em uma posição de destaque no cenário internacional de defesa, mas também estimula o desenvolvimento da indústria nacional, criando um ecossistema de inovação que abrange desde a alta tecnologia até a geração de empregos qualificados. A colaboração com a França simboliza um fortalecimento das relações bilaterais e destaca o papel do Brasil como um player chave no cenário de defesa global, com capacidades tanto defensivas quanto ofensivas.

Marcelo Barros, com informações do Ministério da Defesa
Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Estácio de Sá (2009). Pós-graduado em Administração de Banco de Dados (UNESA), pós-graduado em Gestão da Tecnologia da Informação e Comunicação (UCAM) e MBA em Gestão de Projetos e Processos (UCAM). Atualmente é o vice-presidente do Instituto de Defesa Cibernética (www.idciber.org), editor-chefe do Defesa em Foco (www.defesaemfoco.com.br), revista eletrônica especializado em Defesa e Segurança, co-fundador do portal DCiber.org (www.dciber.org), especializado em Defesa Cibernética. Participo também como pesquisador voluntário no Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da Escola de Guerra Naval (EGN) nos subgrupos de Cibersegurança, Internet das Coisas e Inteligência Artificial. Especializações em Inteligência e Contrainteligência na ABEIC, Ciclo de Estudos Estratégicos de Defesa na ESG, Curso Avançado em Jogos de Guerra, Curso de Extensão em Defesa Nacional na ESD, entre outros. Atuo também como responsável da parte da tecnologia da informação do Projeto Radar (www.projetoradar.com.br), do Grupo Economia do Mar (www.grupoeconomiadomar.com.br) e Observatório de Políticas do Mar (www.observatoriopoliticasmar.com.br) ; e sócio da Editora Alpheratz (www.alpheratz.com.br).