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Criminosos presos no fim de 2020 intrigaram a polícia, os técnicos forenses e os maiores especialistas em segurança de sistema do Brasil ao afirmarem que conseguiam desbloquear todos os modelos de iPhone.

Uma série de reportagens feitas pela Folha de S. Paulo, desde o mês passado, abordou a explosão desse tipo de crime no país. Nesta quarta-feira (7), o jornal divulgou como a quadrilha agia.

Segundo a reportagem, com a prisão dos criminosos feita pelos policiais do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), o mistério foi revelado. Os bandidos conseguiam realmente efetuar o desbloqueio de todos os tipos de iPhone, até a série 11 (quando a quadrilha foi presa, no fim do ano passado, o iPhone 12 ainda não havia sido lançado no Brasil).

De acordo com o delegado Fabiano Barbeiro, responsável pela prisão da quadrilha, a técnica utilizada era muito mais simples do que se pensava. “Eles não tinham nenhum grande esquema de desbloqueio de iPhone”, afirma Barbeiro.

Segundo o delegado, eles apenas retiravam os chips dos aparelhos furtados e inseriam em um aparelho desbloqueado. Em seguida, faziam pesquisas nas redes sociais das vítimas para saber a que conta estava vinculado aquele número de linha.

Na sequência, eles buscavam o endereço de email que a vítima utilizava para backup de conteúdo do aparelho, principalmente em nuvens iCloud e Google Drive. Eles procuravam, primeiro, pelas extensões gmail.com.

Então, ao baixar as informações da nuvem no novo aparelho, os bandidos buscavam ali qualquer informação ligada à palavra “senha”, e, segundo o delegado, assim obtinham os números de acessos ao celular e às contas bancárias.

Feito isso, os chips eram novamente inseridos nos celulares das vítimas. Com as senhas em mãos, os criminosos repassavam os aparelhos para o membro da quadrilha responsável pelo acesso às contas e pela transferência de todo valor possível para contas de laranjas.

Quadrilha revelou outras técnicas de desbloqueio de iPhones para golpes bancários

Segundo um dos suspeitos, ele aprendeu a técnica na região central de São Paulo, onde, pelo menos, três pessoas dão aula a criminosos interessados em dar golpes bancários com celulares. O mesmo homem afirmou que existe um grupo de nigerianos na capital paulista conhecido por ter muitos celulares receptados e, principalmente, por ter softwares capazes de desbloquear aparelhos (um método diferente do revelado pela quadrilha).

De acordo com os policiais, os golpistas preferem utilizar telefones já desbloqueados, pagando valores bem maiores pelo que chamam de “tapas”, que são os furtos feitos pelos jovens de bicicleta que se apossam dos aparelhos quando as vítimas estão distraídas, falando ou mexendo no celular.

Nesse momento, os furtadores o mantêm aberto, acionando o modo câmera, o que impede o travamento automático. Em seguida, eles acionam o modo avião, impedindo o rastreamento.

Sobre os aplicativos bancários, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que “eles contam com elevado grau de segurança desde o seu desenvolvimento até sua utilização, não existindo qualquer registro de violação de sua segurança”.

Já a Apple afirmou que não iria se manifestar sobre isso.

Fonte: Olhar Digital

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