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A inteligência artificial é um avanço da tecnologia que inova diversas tarefas rotineiras. Cada vez mais lapidada, a ferramenta já é capaz de gerar um texto coerente, levantando também a questão de que pode ser usada como uma fonte de desinformação e mais notícias falsas.

Uma equipe de especialistas em desinformação demonstrou como é poderoso o algoritmo, chamado GPT-3. Por mais que a inteligência artificial possa não ser compatível, os resultados sugerem que a tecnologia pode amplificar algumas formas de enganar as pessoas.

Ao longo de seis meses, um grupo do Centro de Segurança e Tecnologia Emergente da Universidade de Georgetown usou GPT-3 para gerar desinformação, como: histórias em torno de uma narrativa falsa, artigos de notícias alterados e tuítes sobre pontos específicos de desinformação.

“Com um pouco de curadoria humana, o GPT-3 é bastante eficaz” quando se trata de enganar e promover fake news, disse Ben Buchanan, professor de Georgetown envolvido no estudo. Além disso, os pesquisadores dizem que o GPT-3 – ou um algoritmo de linguagem de inteligência artificial parecida – pode ser bem convincente para gerar mensagens curtas nas redes sociais.

Além disso, os pesquisadores descobriram que a escrita da inteligência artificial pode influenciar as opiniões de diversos leitores. Um dos professores da Universidade de Indiana, Mike Gruszczynski contou que não ficaria surpreso em ver a inteligência artificial assumir um papel maior nas campanhas de desinformação.

Ele ressalta que os robôs têm desempenhado um papel fundamental na divulgação de notícias falsas nos últimos anos, com isso, a inteligência artificial pode ser usada para gerar fotos falsas de perfis de mídia social: “Eu realmente acho que o céu é o limite, infelizmente.”

Os pesquisadores da OpenAI criaram o GPT-3 alimentando grandes quantidades de texto extraído de fontes da web (como o Wikipedia e Reddit), para um algoritmo de inteligência artificial lidar com a linguagem.

O GPT-3 atinge os usuários com o domínio da linguagem e o desafio é se comportar cada vez mais como um humano. Buchanan esclareceu que o algoritmo não parece ser capaz de gerar artigos coerentes e persuasivos de maneira confiável ainda. “Os adversários com mais dinheiro, mais capacidades técnicas e menos ética poderão usar melhor a inteligência artificial”, relatou.

Fonte: Olhar Digital / Wired

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